Quarta-feira, 5 de Março de 2008

A IMORTALIDADE DA ALMA 2

Assim, de acordo com Santo Atanásio, O verbo se fez carne para abolir a "corrupção" na natureza humana. No entanto, a morte é vencida, não pelo aparecimento da Vida no corpo mortal, mas sim pela morte voluntária da Vida Encarnada. O Verbo tornou-Se encarnado por conta da morte na carne, enfatiza Santo Atanásio. "Para aceitar a morte Ele tinha um corpo" (c.44) Ou, para citar Tertuliano, forma moriendi causa nascendi est (De carne Christi, 6). A razão definitiva para a morte de Cristo deve ser vista na mortalidade do Homem. Cristo sofreu a morte, mas passou por ela e superou a mortalidade e a corrupção. Ele vivificou a própria morte. "Pela morte Ele destruiu a morte." A morte de Cristo é dessa forma, como se fosse, uma extensão da Encarnação. A morte na Cruz foi efetiva, não como a morte do Único Inocente, mas como a morte do Senhor Encarnado. "Nós precisávamos de um Deus Encarnado, Deus posto à morte, para que pudéssemos viver," para usar uma arrojada e espantosa frase de São Gregório de Nazianzo (Orat. 45, em S. Páscoa, 28; edeithimen Theu sarkomenu ke nekrumenu). Não foi um homem que morreu na Cruz. Em Cristo não havia hipóstase humana. Sua personalidade era Divina, ainda que Encarnada. "Pois Ele Que sofreu não era um homem comum, mas Deus feito homem, e lutando a disputa da persistência," diz São Cirilo de Jerusalém (Catech. 13,6). Pode ser dito apropriadamente que Deus morreu na Cruz, mas em sua própria humanidade (que era, no entanto, "consubstancial" com a nossa). Essa foi a morte voluntária do Um Que era Ele mesmo, Vida Eterna.

Morte humana de fato, morte "de acordo com a humanidade," porém morte dentro da hipóstase do Verbo, do Verbo Encarnado.E daí uma morte ressuscitadora. "Importa porém , que Eu seja batizado com um certo batismo" (Lc. 12:50). Era a morte na Cruz, como um batismo de sangue, — "o batismo de martírio e sangue, com o qual o próprio Cristo também foi batizado," como sugeriu São Gregório de Nazianzo (Orat. 37,17). A morte na Cruz como um batismo de sangue, essa é a própria essência do mistério redimidor da Cruz. O batismo é uma purificação. E o Batismo da Cruz, como se fosse, a purificação da natureza humana, que estava caminhando no caminho da restauração na Hipóstase do Verbo Encarnado. Era, como se fosse, uma lavagem da natureza humana no sangue sacrificial derramado do Cordeiro Divino, e antes de tudo, uma lavagem do corpo; não só uma lavagem dos pecados, mas uma lavagem das enfermidades humanas e da própria mortalidade. Foi a purificação em preparação para a ressurreição vindoura: uma purificação de toda natureza humana, na pessoa de seu "primeiro Nascido," no "Último Adão." Esse foi o batismo de sangue de toda a Igreja, e na verdade do mundo todo. "Uma purificação não para uma pequena parte do mundo dos homens, nem por um curto período, mas para todo o universo e por toda a eternidade," para citar São Gregório de Nazianzo mais uma vez (Orat.45, 13). O Senhor morreu na Cruz. Essa foi uma morte verdadeira. No entanto , não completamente como a nossa, simplesmente porque essa foi a morte do Verbo Encarnado, morte dentro da indivisível Hipóstase do Verbo feito homem, a morte da humanidade "enhipostazada." Isso não altera o caráter ontológico da morte, mas muda seu significado. A "União Hipostática" não foi quebrada ou destruída pela morte, e portanto a alma e o corpo, apesar de separados um do outro, permanecem ainda unidos através da Divindade do Verbo, por Quem eles nunca foram separados. Essa foi uma "morte incorrupta," vai daí, a "corrupção" e a "mortalidade" foram superadas nela, e nela tem início a ressurreição.

A própria morte do Encarnado revela a ressurreição da natureza humana (São João Damasceno, De fide orth., 3.27; cf. homil.em Magn. Saиbat., 29). "Hoje nós festejamos, por nosso Senhor estar pregado na Cruz," na afiada frase de São João Crisóstomo (In crucem et latronem, hom. 1). A morte na Cruz é a Vitória sobre a morte não só porque ela foi seguida pela Ressurreição. Ela, em si, é uma vitória. A Ressurreição só revela e destaca a vitória conseguida na Cruz. Ela já é conquistada no real falecimento do Deus Homem. "Tu morreste e me vivificaste." Como São Gregório de Nazianzo coloca: "Ele entrega Sua vida, mas Ele tem o poder para tomá-la de novo; e o véu é levantado, pois as misteriosas portas do Céu estão abertas; a pedra é rolada, o morto se levanta. Ele morre, mas Ele dá vida, e por Sua morte destrói a morte. Ele é enterrado, mas Ele Se levanta de novo. Ele vai para o Hades, mas Ele traz as almas de lá" (Orat. 41). Esse mistério da Cruz ressuscitadora é comemorado especialmente no Sábado Santo. È o dia da Descida ao Inferno (Hades). E a Descida ao Hades já é a Ressurreição do morto. Pelo próprio fato de Sua morte Cristo Se junta à companhia dos que partiram. É uma nova extensão da Encarnação. O Hades é simplesmente a escuridão e a sombra da morte, mais um lugar de angustia mortal do que um lugar de tormentos penalizantes, um escuro "sheol," um lugar de desesperadora desincorporação e desencarnação, que era só escassa e sombriamente pré-iluminado pelos oblíquos raios do Sol ainda-não-nascido, pela esperança e expectativa ainda não realizadas. Era, como se fosse, uma espécie de enfermidade ontológica da alma, que, na separação pela morte, tinha perdido a faculdade de ser o verdadeiro intelecto de seu próprio corpo, a inutilidade da natureza decaída e ferida. De todo, não um "lugar," mas sim um estado espiritual: "os espíritos em prisão" (1 Pe. 3:19).

Foi nessa "prisão," nesse "Inferno" que o Senhor e Salvador desceu. No meio das trevas da morte pálida brilhou a luz inapagável da Vida, a Divina Vida. A "Descida aos Infernos" é a manifestação da Vida no meio da desesperança da dissolução mortal, é a vitória sobre a morte. "Não foi por qualquer fraqueza do Verbo Que habitava naquele corpo que morreu, mas para que em Sua morte pudesse ser abolida a morte pelo poder do Salvador." diz Santo Atanásio (De inc.26). O Santo Sábado é mais do que a véspera da Páscoa. É o "Sábado Abençoado," "Sanctum Sabbatum" ,requies Sabbati magni, na frase de Santo Ambrosio "Esse é o Sábado Abençoado, esse é o Sábado de descanso, no qual o Filho Unigênito de Deus descansou de todas as suas obras" (Antífona de Vésperas do Sábado Santo, de acordo com o rito Oriental). (...Eu sou o primeiro e o último.E o que vivi e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno; Apoc. 1:17-18).

A "esperança de imortalidade" Cristã é enraizada nessa e assegurada por essa vitória de Cristo, e não por qualquer doação "natural." E também significa que essa esperança é enraizada num evento histórico, isto é, numa auto-revelação histórica de Deus, e não em qualquer disposição ou constituição estática da natureza humana.

 

O Último Adão.

A realidade da morte ainda não foi abolida, mas sua impotência foi revelada. "É verdade, nós ainda morremos como antes," diz São João Crisóstomo, "mas nós não permanecemos na morte, e isso não é para morrer. O poder e a própria realidade da morte é simplesmente isso, que um homem morto não tem a possibilidade de retornar para a vida; mas se após a morte é para ele ser vivificado e além disso ter uma vida melhor, então isso não é mais morte, mas um adormecer" (In Hebr., hom. 17, 2; u thanatos tuto estin, alla kimisis). Ou na frase de Santo Atanásio, "como a semente posta na terra, nós não perecemos quando morremos, mas tendo sido plantados, nós levantamos" (De inc.,21). Isso foi uma cura e renovação da "natureza humana," e dai para frente todos levantarão, serão postos de pé e restaurados com a totalidade de seu ser natural, ainda que transformados. Dai para frente toda desincorporação não é mais do que temporária. O escuro vale do Hades é abolido pelo poder da Cruz doadora-de-vida. No primeiro Adão a potencialidade inerente da morte por desobediência foi aberta e atualizada. No segundo Adão a potencialidade da imortalidade por pureza e obediência foi sublimada e atualizada na impossibilidade da morte. Esse paralelo já foi descrito por Santo Irineu. À parte a esperança da Ressurreição Geral, a crença em Cristo seria vã e não teria propósito. "Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, e Se tornou as primícias dos que dormem" (1 Co. 15:20). A Ressurreição de Cristo é um novo começo. É uma "nova criação," i keni krisis Pode-se até dizer, um começo escatológico, um passo definitivo na história da Salvação.

E no entanto, nós temos que fazer uma clara distinção entre a cura da natureza e a cura da vontade.A "natureza" é curada e restaurada com uma certa compulsão, pela poderosa força da onipotente e invencível graça de Deus. A integração foi como se fosse, "forçada" sobre a natureza humana. Pois em Cristo toda a natureza humana (a "semente" de Adão) é total e completamente curada da não-integridade e mortalidade.Essa restauração será atualizada e revelada em sua total extensão em tempo oportuno, na Ressurreição Geral, na Ressurreição de todos, tanto dos bons quanto dos maus. E ninguém, quanto à natureza, pode escapar da regra real de Cristo, ou se alienar do invencível poder da Ressurreição. Mas a vontade do homem não pode ser curada da mesma maneira invencível. A vontade do homem deve se voltar para Deus por si mesma. Deve haver uma livre e espontânea resposta de amor e adoração, uma "uma conversão livre." A vontade do homem só pode ser curada no "mistério da liberdade." Somente por esse esforço livre o homem entra na nova e eterna vida que é revelada em Cristo Jesus.

Uma regeneração espiritual pode ser feita somente em perfeita liberdade, em uma obediência de amor, por uma auto-consagração e uma auto-dedicação a Deus, em Cristo. Essa distinção foi feita com grande insistência por Nicolau Cabasilas em seu notável tratado sobre The Life in Christ. A Ressurreição é uma "retificação da natureza" (i anastasis physeos estin epanorthosis) e isso Deus concede livremente. Mas o Reino do Céu, e a visão beatífica, e união com Cristo, pressupõe o desejo (trofi estin tis theliseos), e portanto está disponível somente para aqueles que a esperaram, a amaram e a desejaram. E a imortalidade será dada para todos, assim como todos podem gozar da Divina providência. Não depende da nossa vontade se nós ressuscitaremos ou não depois da morte, assim como não é pela nossa vontade que nós nascemos. A morte e ressurreição de Cristo trazem imortalidade e incorrupção para todos da mesma maneira, porque todos temos a mesma natureza que o Homem Cristo Jesus. Mas ninguém pode ser compelido a desejar. Assim Ressurreição é um dom comum para todos, mas a beatitude será dada somente para poucos (De vita in Christo II, 86-96). E de novo, o caminho da vida é o caminho da renúncia, da mortificação, do auto-sacrifício e auto-oblação. Deve-se morrer para si mesmo para viver em Cristo. Cada um deve pessoal e livremente se associar com Cristo, o Senhor, o Salvador, e o Redimidor, na confissão de fé, na escolha do amor, no místico juramento de fidelidade. Aquele que não morre com Cristo, não pode viver com Ele. "a menos que por nossa própria escolha nós aceitemos morrer em Sua Paixão, Sua vida não estará em nós" (Santo Inácio, Magnes,5; a fraseologia é Paulina).

Essa não é meramente uma regra ascética ou moral, nem meramente disciplina. Essa é a lei antológica da existência espiritual, mesmo a lei da vida em si. Pois somente em comunhão com Deus e através da vida em Cristo a restauração da integridade humana ganha sentido. Para aqueles na escuridão total, que deliberadamente se confinaram "fora de Deus," a Ressurreição em si deve parecer totalmente desnecessária e sem motivo. Mas ela virá, como uma "ressurreição para condenação" (Jo. 5: 29(anastasis tis kriseos)). E nisso se completará a tragédia da liberdade humana. Aqui, nós estamos de fato no limiar do inconcebível e incompreensível. A apokatastasis da natureza não abole a vontade livre, e a vontade deve ser movida de dentro por amor.

São Gregório de Nissa não tinha um claro entendimento disso. Ele antecipou um tipo de conversão universal de almas no depois da vida, quando a Verdade de Deus será revelada e manifestada com a mesma definitiva e compelidora evidência. Justo nesse ponto as limitações da mente Helenista são óbvias. Evidência pareceu para ele ser a razão e motivo decisivos para a vontade como se "pecado" fosse simplesmente "ignorância." A mente Helenista teve que passar por uma longa e dura experiência de ascetismo,de auto-exame ascético e auto-controle, para se libertar dessa ingenuidade e ilusão intelectualísticas, e descobrir o abismo de trevas da alma decaída. Somente em São Máximo, depois de alguns séculos de preparação ascética, nós encontramos uma nova, remodelada e aprofundada interpretação da apokatastasis.

São Máximo não acreditava na inevitável conversão de almas obstinadas. Ele ensinava uma apokatastasis da natureza, isto é, a restituição de todos os seres para uma integridade da natureza, de uma manifestação universal da Vida Divina, que será evidente para todo o mundo. Mas aqueles que tinham deliberadamente passado as suas vidas na terra em desejos carnais, "contra a natureza," serão incapazes de gozar dessa eterna benção. A Luz é o Verbo, que ilumina as mentes naturais dos fiéis; mas como um fogo abrasador de julgamento (ti kavsi tis kriseos), Ele pune aqueles que, pelo amor à carne, se inclinam para as trevas noturnas dessa vida. A diferença é entre uma epignosis, e uma methesis. "Conhecimento" não é o mesmo que "Participação." Deus estará, de fato, em todos, mas só nos Santos Ele estará presente "com graça" (dia tin harin); nos reprovados Ele estará presente "sem graça" (para tin harin). E os maus serão estranhados por Deus pela sua falta de um resoluto "propósito pelo bem." Nós temos aqui a mesma dualidade de natureza e vontade. Na Ressurreição o todo da natureza será restaurado, isto é, trazido para a perfeição e definitiva estabilidade. Mas pecado e mal são enraizados na vontade. A mente Helênica concluiu dai que o mal é instável e por si mesmo deve desaparecer inevitavelmente. Pois nada pode ser perpetuo, a menos que seja enraizado em decreto Divino.

A inferência Cristã é exatamente o oposto. Há a inércia e obstinação da vontade, e essa obstinação pode permanecer incurada mesmo depois da "Restauração universal." Deus nunca comete nenhuma violência contra o homem, e a comunhão com Deus não pode ser forçada aos obstinados. Na frase de São Máximo, "o Espírito não produz uma solução indesejada mas Ele transforma um propósito escolhido em theosis (Quaest. ad Thalass., 6). Nós vivemos em um mundo mudado: ele foi mudado pela Ressurreição redentora de Cristo. Vida foi dada, e prevalecerá. O Senhor Encarnado, na verdade, é um verdadeiro Segundo Adão, e Nele a nova humanidade foi inaugurada. Não só uma "sobrevivência" definitiva é assegurada, mas também o cumprimento do propósito criativo de Deus. O Homem é feito "imortal." Ele não pode cometer um definitivo "suicídio metafísico" e se riscar da existência. Mesmo que ainda com a vitória de Cristo não seja forçada a "Vida Eterna" sobre os seres "fechados." Como diz Santo Agostinho, para a criatura "ser não é a mesma coisa que viver."(De Genesi ad litt. I, 5).

 

E Vida Perene.

Existe uma inevitável tensão na concepção Cristã entre o "dado" e o "esperado." Os Cristãos olham "para a Vida do mundo que virá," mas eles não estão menos conscientes, da Vida que já veio: "pois a Vida foi manifestada, e nós A vimos, e damos testemunha, e mostramos a vós que a Vida eterna, que estava com o Pai, e foi manifestada a nós" (1Jo. 1:2). Essa não é só uma tensão no tempo, — entre o passado, o presente e o futuro. É uma tensão entre destino e decisão. Ou talvez se pudesse dizer: Vida Eterna é oferecida ao Homem, mas ele tem que recebê-la. Para indivíduos, o cumprimento do "destino" depende da "decisão de fé," que não é um "reconhecimento" somente, mas uma "participação" por vontade. A vida Cristã é iniciada com um novo nascimento, pela água e pelo Espírito. E primeiro, é requerido "arrependimento," i metania, uma modificação interna, definitiva e resoluta.

 

O Mistério do Batismo.

O simbolismo do Santo batismo e complexo e múltiplo. Mas acima de tudo é um simbolismo de morte e ressurreição, da morte e ressurreição de Cristo (Ro. 6:3-4). É uma ressurreição sacramental com Cristo, pela participação em Sua morte, e um levantamento com Ele e Nele para uma vida nova e eterna (Col. 2:12; Fil. 3:10). Os Cristãos são corressuscitados com Cristo precisamente através do sepultamento: "pois se nós morrermos com Ele, nós também viveremos com Ele" (2 Ti. 2:11). Cristo é o Segundo Adão, mas os homens devem ser renascidos novos e ser incorporados Nele, para participar da vida nova que é Ele. São Paulo falou de uma "semelhança" com a morte de Cristo (Ro. 6:5, simfyti … to omiomati tu thanatu avtu). Mas essa "semelhança" significa muito mais do que uma parecença. Ela é mais do que um mero sinal ou recordação. O significado dessa semelhança para o próprio São Paulo era que em cada um de nós Cristo pode e deve ser "formado" (Ga. 4:19). Cristo é a Cabeça, todos os fiéis são Seus membros, e Sua vida é atualizada neles. Esse é o mistério do Cristo Todo, — totus Christus,Caput et Corpus. Todos são chamados e cada um é capaz de acreditar, e de ser vivificado pele fé e batismo para assim viver Nele. O batismo é portanto uma "regeneração," uma anagenesis, um nascimento novo, espiritual e carismático. Como Cabasilas diz, Batismo é a causa de uma vida beatífica em Cristo, não meramente uma vida (De Vita in Christo II,95) São Cirilo de Jerusalém explica de uma maneira lúcida a verdadeira realidade do simbolismo batismal. É verdade, ele diz, que na fonte batismal nós morremos (e somos sepultados) somente "em imitação," somente, como se fosse, "simbolicamente," dia symvolu, e não levantamos de um túmulo real. E, no entanto, "se a imitação é uma imagem, a salvação é em verdade real." Pois Cristo foi verdadeiramente crucificado e sepultado, e realmente ressuscitou do túmulo. A palavra grega é ondos. É até mais forte do que simplesmente alithos, "em verdade real." Ela enfatiza o significado definitivo da morte e ressurreição de Cristo. Foi uma nova conquista. Dai para frente Ele deu a nós a chance, por participação "imitativa" na Sua Paixão (ti mimisi … kinonisandes), adquirir salvação "na realidade." Não é somente uma "imitação" mas uma "similitude," to omioma. "Cristo foi crucificado e sepultado na realidade, mas a ti é dado ser crucificado, sepultado e ressuscitado com Ele em similitude." Em outras palavras, no batismo o homem desce "sacramentalmente" nas trevas da morte, e ainda com o Senhor Ressuscitado ele ressuscita e cruza da morte para a vida. E a imagem é completada toda em ti, pois tu és uma imagem de Cristo," conclui São Cirilo. Em outras palavras, tudo é mantido por e em Cristo; dai a possibilidade real de uma "parecença" sacramental (Mystag. 2.4-5, 7; 3.1).

São Gregório de Nissa fica no mesmo ponto. Há dois aspectos no batismo. Batismo é um nascimento e uma morte. O nascimento natural é o início de uma existência mortal, que se inicia e termina em corrupção. Outro, um novo nascimento, tem que ser descoberto, o que iniciaria a vida perene. No batismo "a presença de um poder Divino transforma o que nasceu com uma natureza corruptível num estado de incorrupção" (Orat.cat.,33). Ele transforma através de seguimento e imitação; e assim o que foi previsto pelo Senhor é realizado. Somente seguindo atrás de Cristo se pode passar pelo labirinto da vida e sair dele. "Pois eu chamo de labirinto, a inescapável guarda da morte, na qual a triste humanidade está aprisionada." Cristo escapou disso depois de três dias de morto. Na fonte batismal "a imitação de tudo que Ele fez é realizada." A morte é representada pelo elemento água. E como Cristo ressuscitou novamente para a vida, assim também o recém batizado, unido com Ele em natureza corporal, "imita a ressurreição no terceiro dia." Isso é simplesmente uma "imitação," mimisis, e não "identidade." No batismo o homem não é, realmente, ressuscitado, mas somente libertado do mal natural e da inescapabilidade da morte. Nele a "continuidade do vicio" é cortada. Ele não é ressuscitado porque ele não morre, mas permanece ainda nessa vida. O batismo somente prevê a ressurreição; no batismo se antecipa a graça da ressurreição final. Batismo é o começo, ahri, e a ressurreição é o fim e consumação, peras; e tudo que acontece na grande Ressurreição já têm o seu começo e causas no batismo. Pode-se dizer que o batismo é uma "Ressurreição Homiomática" (Orat.cat., 35). Deve ser mostrado que São Gregório enfatizou especialmente a necessidade de manter e segurar apertada a graça batismal. Pois no batismo não é somente a natureza, mas a vontade também, que são transformadas e transfiguradas, permanecendo livres dai para frente. E se a alma não é limpa e purificada no exercício da livre vontade, o batismo se torna infrutífero. A trans figuração não é realizada, a nova vida não é ainda consumada. Isso não subordina a graça batismal à licença humana. A Graça na verdade desce.

Porém ela não pode ser forçada sobre ninguém que é livre e feito à imagem de Deus: ela tem que ser respondida e corroborada pela sinergia do amor e vontade. A Graça não vivifica e anima as almas fechadas e obstinadas, as "almas mortas" de fato. Resposta e cooperação são requeridas (c., 4). Isso é assim porque o batismo é uma morte sacramental com Cristo, uma participação em Sua morte voluntária, em Seu amor sacrificial; e isso só pode ser realizado em liberdade. Assim no batismo a morte de Cristo na Cruz é refletida ou retratada em uma imagem viva e sacramental. O batismo é, ao mesmo tempo, uma morte e um nascimento, um enterro e um "banho de regeneração," lutron tis palingenesias: "um tempo de morte e um tempo de nascimento," para citar São Cirilo de Jerusalém (Mistag. II, 4).

 

O Mistério da Comunhão.

O mesmo é verdade em todos os sacramentos. Todos os sacramentos foram instituídos para capacitar o fiel "a participar" na morte redentora de Cristo e por ai ganhar a graça de Sua ressurreição. Nos sacramentos, o caráter único e universal da vitória e sacrifício de Cristo é trazido e enfatizado. Essa foi a idéia principal de Nicolas Cabasilas em seu tratado On the Life in Christ, no qual toda doutrina sacramental da Igreja Oriental foi admiravelmente sumarizada. "Nós somos batizados justamente para morrer por Sua morte e ressuscitar em Sua Ressurreição. Nós somos ungidos com o crisma para que possamos participar de Sua unção real de deificação (theosis). E quando nós somos alimentados com o mais sagrado Pão e bebemos do mais Divino Cálice, nós participamos da mesma carne e mesmo sangue que nosso Senhor assumiu, e assim nós somos unidos com Ele, Que por nós encarnou, e morreu, e ressuscitou de novo...Batismo é um nascimento, e o Crisma é a causa de atos e movimentos, e o Pão da vida e o Cálice de agradecimento, são a verdadeira comida e a verdadeira bebida" (De vita II, 3, 4, 6, etc.)

No todo da vida sacramental da Igreja a Cruz e a Ressurreição são "imitadas" e refletidas em variados símbolos. Todo esse simbolismo é realístico. Os símbolos não nos lembram simplesmente de alguma coisa do passado, alguma coisa que já passou. O que teve lugar "no passado" foi o início do "Perene." Sob todos esses "símbolos" sagrados, e neles, a Realidade definitiva é verdadeiramente aberta e transferida. Esse simbolismo hierático culmina no augusto mistério do Santo Altar. A Eucaristia é o coração da Igreja, o sacramento da Redenção em um sentido eminente. é mais do que uma "imitação," ou do que uma simples "comemoração." É a própria Realidade, ao mesmo tempo velada e aberta no Sacramento. É o "Sacramento perfeito e definitivo" (to televteon mystirion), como Cabasilas diz, "e não se pode ir além, e não há nada que possa ser acrescentado." É o "limite da vida," zois to peras. "Depois da Eucaristia não há nada mais para se esperar, mas devemos permanecer aqui e aprender a preservar esse tesouro até o fim" (De vita IV, i, 4, 15). A Eucaristia é a própria Última Ceia, efetuada, como se fosse, de novo e de novo, e, no entanto, não repetida. Pois cada nova celebração não só "representa," mas verdadeiramente é a mesma "Mística Ceia" que foi celebrada a primeira vez (e para sempre) pelo Divino Sumo Sacerdote, Ele próprio,como uma antecipação e iniciação voluntárias do Sacrifício da Cruz. E o verdadeiro Celebrante de cada Eucaristia é sempre o próprio Cristo.

São João Crisóstomo era bastante enfático nesse ponto. "Creiam, portanto, que mesmo agora, é aquela Ceia, na qual Ele próprio Se sentou. Pois essa não é diferente, em nenhum aspecto, daquela" (In Matt., hom. 50,3). "Ele Que fez essas coisas naquela Ceia, Esse mesmo agora também trabalha nelas. Nós temos o cargo de ministros. Ele Que santificou e mudou as coisas é o Mesmo. Essa mesa é a mesma que aquela, e não tem nada de menos. Pois não é que Cristo lavrou aquela, e o homem essa, mas Ele lavra essa também. Essa é aquela Câmara Superior, onde eles estavam então" (Ibid, hom. 82, 5). Tudo isso é de importância fundamental. A Última Ceia foi um oferecimento de sacrifício, do sacrifício da Cruz. O sacrifício ainda é continuado. Cristo ainda está agindo como Sumo Sacerdote em Sua Igreja. O Mistério é todo o mesmo, e o Sacerdote é o mesmo, e a Mesa é uma. Para citar Cabasilas mais uma vez: "Oferecendo-Se e Se sacrificando de uma vez por todas, Ele não cessou o Seu Sacerdócio, mas Ele exerce esse ministério perpétuo por nós, no qual Ele é nosso Advogado junto a Deus para sempre" (Explan. div. liturg., c. 23). E o poder e significância ressurrecional da morte de Cristo são manifestados totalmente na Eucaristia.

É "a medicina da imortalidade e um antídoto para que nós possamos não morrer mas viver para sempre em Jesus Cristo," para citar a famosa frase de Santo Inácio (Efe., 20.2: farmakon athanasias, antidotos tu mi apothanin, alla zin en Iisu Hristo). É "o Pão celeste e o Cálice da Vida." Esse tremendo Sacramento é para o fiel o próprio "Noivado com a Vida Eterna," justo porque a morte de Cristo em si foi a Vitória e a Ressurreição. Na Eucaristia o começo e o fim estão ligados: as memórias do Evangelho e as profecias do Apocalipse. É um sacramentum futuri porque é uma anamnesis da Cruz. A Eucaristia é uma antecipação sacramental, um pré-sabor da Ressurreição, uma "imagem da Ressurreição" (o typos tis anastaseos, — a frase é da oração consagracional de São Basílio). Não é mais do que uma "imagem," não porque é um simples sinal, mas porque a história da salvação ainda continua, e nós temos que olhar para frente, "para ver a vida do tempo que virá."

 

Conclusão.

Cristãos, como Cristãos, não são comprometidos com nenhuma doutrina filosófica de imortalidade. Mas estão comprometidos com a crença na Ressurreição Geral. O Homem é uma criatura. Sua própria existência é concessão de Deus. Sua própria existência é contingente. Ele existe pela graça de Deus. Mas Deus criou o Homem para existência, isto é, para um destino eterno. Esse destino pode ser conquistado e consumado só em comunhão com Deus. Uma comunhão rompida frustra a existência humana, e ainda assim o Homem não deixa de existir. A morte e mortalidade do Homem é o sinal da comunhão rompida, o sinal do isolamento do homem, de seu estranhamento da fonte e meta de sua existência. E ainda assim o fiat criativo continua a operar. Na Encarnação a comunhão é restaurada. A Vida é manifestada nova na sombra da morte. A Encarnação é a Vida e a Ressurreição. O Encarnado é o conquistador da morte e do Hades. E Ele é a Primícia da Nova criação, a Primícia de todos que dormem. A morte física dos homens não é simplesmente um irrelevante "fenômeno natural," e sim um sinal ignominioso da tragédia original. Uma "imortalidade" de "almas" desencorpadas não resolveria o problema humano. E "imortalidade" em um mundo sem-Deus, uma "imortalidade" sem Deus ou "fora de Deus," seria uma eterna condenação. Cristãos, como Cristãos, aspiram a algo maior que a imortalidade "natural." Eles aspiram por uma comunhão perene com Deus, ou, para usar a espantosa frase dos primeiros Padres, por uma theosis.

Não há nada "naturalístico" ou panteísta no termo. Theosis significa não mais do que uma íntima comunhão das pessoas humanas com o Deus Vivo. Estar com Deus significa morar Nele e partilhar de Sua perfeição. "Então o Filho de Deus tornou-Se o filho do homem, para que o homem também pudesse se tornar o filho de Deus" (Santo Irineu, Adv. haeres. III, 10.2). Nele o homem está para sempre unido com Deus. Nele nós temos Vida Eterna. "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co. 3: 18). E, no fim, para toda criação o "Santo Sábado," o próprio "Dia do descanso," o misterioso "Sétimo Dia da criação," será inaugurado , na Ressurreição Geral,e no "Mundo que virá."

 

publicado por igrejacatolicaortodoxa às 14:02
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A IMORTALIDADE DA ALMA 1

Introdução.

Estão os Cristãos, como Cristãos, necessariamente comprometidos com a crença na imortalidade da alma humana? E o que significa realmente Imortalidade no universo Cristão de discurso? Essas questões não são de modo algum simplesmente retóricas. Etienne Gilson, em suas palestras Gifford, sentiu-se compelido a fazer a seguinte afirmação espantosa: "No todo," ele disse, "O Cristianismo sem Imortalidade da alma não é totalmente inconcebível, a prova é que ele foi concebido assim. O que é, ao contrário, absolutamente inconcebível, é o Cristianismo sem a Ressurreição do Homem." A característica surpreendente da história antiga da doutrina Cristã do Homem foi que muitos dos escritores mais importantes do século segundo parecem ter negado enfaticamente a (natural) imortalidade da alma. E isso não parece ter sido somente uma opinião excepcional e extravagante de certos escritores, mas sim o ensinamento comum da época. Nem essa convicção foi abandonada completamente em épocas posteriores. O Bispo Anders Nygren, em seu famoso livro, Den kristna karlekstanken genom tiderna, louva os Apologistas do segundo século precisamente por essa afirmação corajosa e vê nela a expressão do verdadeiro espírito Evangélico. A principal ênfase era então, como na opinião de Nygren deveria ser sempre, mais na "Ressurreição do corpo" do que na "Imortalidade da alma." Um erudito Anglicano do século XVII, Henry Dodwell (1641-1711, durante uma época "Preletor" de História na Universidade de Oxford), publicou em Londres um livro curioso, sob um título bastante embaraçoso:

Um Discurso Epistolar, provando , pelas Escrituras e pelos Santos Padres, que a Alma é um Princípio naturalmente Mortal: mas realmente imortalizada pelo Prazer de Deus, para Punição; ou para Recompensa, por sua União com o Divino Espírito Batismal. No que está provado que, ninguém tem o poder de dar esse Divino Espírito Imortalizador, desde os Apóstolos, que não sejam os Bispos (1706).

A argumentação de Dodwell era com freqüência confusa e envolvente. O maior valor do livro, no entanto, foi sua imensa erudição.Dodwell, provavelmente pela primeira vez, juntou uma enorme massa de informações da doutrina Cristã inicial sobre o Homem, mesmo que ele mesmo não tenha podido usá-la apropriadamente. E ele estava bastante certo em sua controvérsia de que o Cristianismo não estava preocupado com uma "Imortalidade" natural, mas sim com a Comunhão sobrenatural da alma com Deus. "Aquele que tem, Ele só a imortalidade" (1 Ti. 6:16). Não foi surpresa que o livro de Dodwell provocasse a violente controvérsia que provocou. Uma acusação formal de heresia foi feita contra o autor. Porém, ele encontrou alguns fervorosos apoiadores. E um escritor anônimo, "um Presbítero da Igreja da Inglaterra," publicou dois livros sobre o assunto, apresentando um cuidadoso estudo da evidência Patrística de que "o Espírito Santo era o Autor da Imortalidade, ou a Imortalidade era uma Graça Peculiar do Evangelho, e não um Ingrediente Natural da alma," e a "Imortalidade era preeternatural à Alma Humana, o Dom de Jesus Cristo, colocada pelo Espírito Santo no Batismo." O que foi de especial interesse na controvérsia foi que a tese de Dodwell foi atacada principalmente pelos "liberais" daqueles dias, e seu maior oponente literário foi o famoso Samuel Clarke, de Saint James, Westminster, um seguidor de Newton e correspondente de Leibniz, notório por suas crenças e idéias não-Ortodoxas, um típico homem da era do Latitudinarianismo e Iluminismo. Era uma visão não usual: "Imortalidade" contestada por um "Ortodoxo" e defendida por um Latitudinário. De fato, era bem o que se devia esperar. A crença em uma Imortalidade natural era um dos poucos "dogmas" básicos do Deismo iluminista daquele tempo. Um homem do Iluminismo podia facilmente descartar as doutrinas da Revelação, mas não toleraria nenhuma dúvida sobre a "verdade" da Razão.Gilson sugeriu que "o que é conhecido sob o nome de doutrina "Moralista" do século XVII foi originalmente um retorno à posição dos Primeiros Padres e não, como parece que normalmente se acredita,uma manifestação de um espírito libertino." Como posição geral, é insustentável. A situação toda no século XVII era muito mais complexa e confusa do que aparentemente Gilson suspeitou. Porém, no caso de Dodwell (e alguns outros) a conjectura de Gilson é inteiramente justificada. Houve um óbvio "retorno às posições dos Primeiros Padres."

 

A Alma como “Criatura.”

São Justino, em se Diálogo com Trypho, conta a história de sua conversão. Em sua procura pela verdade ele foi primeiro para os Filósofos, e por um tempo esteve totalmente satisfeito com o ensino dos Platonistas. "A percepção das coisas incorporais me envolveu bastante, e a teoria Platônica de idéias deu asas à minha mente. Então ele encontrou um professor Cristão, um homem idoso e respeitável. Entre as questões levantadas no curso de sua conversa estava a da natureza da alma. Nós não deveriamos chamar a alma de imortal, afirmou o Cristão. ‘Pois, se ela fosse, nós deveríamos chamá-la de não-gerada também’, i athanatos esti ke agennitos. Essa era, lógico, a tese dos Platonistas. Porém, Só Deus é "não-gerado" e imortal, e é por essa razão que Ele é Divino. O mundo, de outro lado, é "criado" e as almas fazem parte dele. "Talvez, tenha havido um tempo em que elas não estavam em existência." E por isso elas não são imortais, "já que o mundo pareceu para nós ter sido criado." A alma não é vida de per si, mas somente "partilha" da vida. Deus somente é vida, a alma não pode mais do que ter vida. "Pois o poder de vida não é um atributo da alma, como é de Deus." Além disso, Deus da vida às almas, "conforme Lhe agrade." Todas as coisas criadas "têm a natureza decaída, e são de um modo que podem ser apagadas e deixarem de existir." Criaturas como tais são "corruptíveis" (Dial. 5 e 6)."

As principais provas clássicas de imortalidade, derivadas de Phaedo e Phaedrus, são negadas e recusadas, e suas pressuposições básicas são abertamente rejeitadas. Como o Professor A.E.Taylor apontou. "para a mente grega athanasia ou aftharsia significavam regularmente quase a mesma coisa que "divindade" e incluíam o conceito de não-generabilidade assim como o de indestrutibilidade. Dizer para o grego "a alma é imortal" seria a mesma coisa que dizer "ela é incriada," isto é, eterna e "divina." Tudo que teve um começo estava obrigado a ter um fim. Em outras palavras,para um grego, a "imortalidade da alma" imediatamente implicaria em sua "eternidade," isto é, uma "pré-existência" eterna. Só o que não tivesse começo poderia durar para sempre. Os Cristãos não poderiam compactuar com essa assunção "filosófica," já que eles acreditavam em Criação, e vai dai, eles tinham que negar a "imortalidade" (no sentido grego da palavra). A alma não é um ser independente ou auto-governado, mas precisamente uma criatura, que deve sua própria existência a Deus, o Criador. Conseqüentemente, ela não pode ser "imortal" por natureza, isto é, por si própria, mas somente por "prazer de Deus," isto é, por graça. O argumento "filosófico" para a imortalidade "natural" foi baseado na "necessidade" da existência.

Ao contrário, dizer que o mundo é "criado" é enfatizar, em primeiro lugar, sua radical contingência, e precisamente — uma contingência na ordem da existência. Em outras palavras, um mundo criado é um mundo que poderia não ter existido de todo. Isso quer dizer que o mundo é,completa e inteiramente, ab alio, e em nenhum sentido a se. Como Gilson coloca, "há alguns seres que são radicalmente diferentes de Deus ao menos porque, diferente Dele, eles poderiam não ter existido, e ainda podem, num certo momento,cessar de existir." "Poder cessar," no entanto, não significa necessariamente, "cessará (realmente)" São Justino não era um "condicionalista," e seu nome foi invocado pelos defensores de uma "imortalidade condicional" em vão. "Eu não digo, seguramente, que todas as almas morrem." O argumento todo era polêmico, e seu propósito era reforçar a crença na Criação. Nós encontramos o mesmo raciocínio em outros escritos do século segundo. Sã Teófilo de Antioquia insistiu no caráter "neutro" do Homem. "Por natureza" o Homem não é nem "imortal" nem "mortal," mas "capaz de ser os dois," dektikon amfoteron. "Pois se Deus tivesse feito o homem imortal do começo, Ele teria feito ele Deus." Se o homem desde o começo tivesse escolhido coisas imortais, em obediência aos comandos de Deus, ele teria sido recompensado com imortalidade e teria se tornado Deus, "um Deus adotivo" deus assumptus, Theos anadihthis (Ad Autolycum II, 24 e 27).

Taciano foi ainda mais longe. "A alma não é imortal em si, ó gregos, mas mortal. Entretanto é possível para ela não morrer" (Oratio ad Graecos, 13). O pensamento dos primeiros Apologistas não estava livre de contradições, nem era sempre expresso acuradamente. Mas o ponto principal estava sempre claro: o problema da imortalidade humana tinha que ser encarado no contexto da doutrina da Criação Pode-se dizer também: não somente como um problema metafísico, mas também e antes de tudo, como um problema religioso. "Imortalidade" não é um atributo da alma, mas alguma coisa que no fim depende da real relação do homem com Deus, seu Mestre e Criador. Não só o destino definitivo do homem só pode ser adquirido em comunhão com Deus, como até a própria existência do homem e sua "sobrevivência" ou continuação dependem da vontade de Deus. Santo Irineu continuou a mesma tradição. Em sua luta contra os Gnósticos ele tinha um motivo especial para enfatizar o caráter de criatura da alma. Ela não veio de "outro mundo," isenta de corrupção; ela pertence precisamente a esse mundo criado.

Foi afirmado, diz Santo Irineu, que para as almas estarem em existência elas tinham que ser "não-geradas" (sed oportere eas aut innascibiles esse ut sint immortales), pois de outra forma elas teriam que morrer com o corpo (vel si generationis initium acceperint, cum corpore mori). Ele dispensa esse argumento. Como criaturas, as almas "duram tanto quanto Deus quiser que elas durem" (perseverant autem quoadusque eas Deus et esse, et perseverare voluerit). Perseverança aqui obviamente corresponde ao grego:diamoni, Santo Irineu usa quase as mesmas frases que as de São Justino.

A alma não é vida per si; ela participa da vida, pela concessão de Deus (sic et anima quidem non est vita, participatur autem a Deo sibi praestitam vitam). Só Deus é Vida e o único Doador de Vida (Adversus haereses II, 34) Até Clemente de Alexandria, apesar de seu Platonismo, lembrava ocasionalmente que a alma não era imortal "por natureza" (Adumbrationes em I Petri 1:9: hinc apparet quoniam non est naturaliter anima incorruptibilis, sed gartia Dei ... perficitur incorruptibilis).

Santo Atanásio demonstraria a imortalidade da alma por argumentos que podem ser rastreados até Platão (Adv. Gentes, 33), e ele ainda insistiu com força no fato de que tudo que é criado é "por natureza" instável e sujeito a destruição (ibidem, 41; fysin revstin usan ke dialyomeni). Mesmo Santo Agostinho estava consciente da necessidade de qualificar a imortalidade da alma: Anima hominis immortalis est secundum quendam modum suum; non enim omni modo sicut Deus (Epist. VFF, ad Hieronymum). "De acordo com a mutabilidade dessa vida, pode ser dito ser ela mortal" (Em Jo., tr. 23, 9; cf. De Trinitate, 19.15, e De Civ. Dei, 19.3: mortalis in quantum mutabilis). São João Damasceno diz que até os Anjos são imortais não por natureza, mas somente pela graça (De fide orth. II, 3; u fysi alla hariti), e prova isso mais ou menos da mesma forma que os Apologistas (Dial. c. Manich.,21). Nós encontramos a mesma afirmação enfática na carta "sinódica" de São Sofrônio, o Patriarca de Jerusalém (634), que foi lida e recebida favoravelmente no Sexto Concílio Ecumênico (681). Na parte final de sua carta Sofrônio condena os erros dos Origenístas, a pré-existência da alma e apokatastasis, e coloca claramente que "seres intelectuais" (ta noita), apesar de não morrerem (thniski de udemos), mesmo assim "não são imortais por natureza," mas somente pela graça de Deus (Mansi, XI, 490-492; Migne, 87.3, 3181). Deve ser acrescentado que mesmo no século XVII essa tradição inicial não foi esquecida no Oriente, e nós temos um relato contemporâneo interessante de uma disputa entre dois Bispos gregos de Creta exatamente sobre essa questão: se a alma era imortal "por natureza" ou "por graça."

Devemos concluir: Quando discutimos o problema da imortalidade de um ponto-de-vista Cristão, devemos manter em mente a natureza de criatura da alma. A própria existência da alma é contingente, isto é, como se fosse, "condicional." É condicionada pelo criativo fiat de Deus. Porém, uma existência dada, isto é, uma existência que não está necessariamente implicada na "essência," não é necessariamente transiente. O criativo fiat é um ato livre mas definitivo de Deus. Deus criou o mundo simplesmente para existência: (ektise gar is to ine ta panda Sabed. 1: 14). Não há previsão quanto à revogação desse decreto criativo. A ponta dessa antinomia está exatamente aqui: o mundo teve um começo contingente, porém sem fim. Ele permanece pela vontade imutável de Deus.

 

O Homem é Mortal.

No pensamento corrente de hoje em dia, a "imortalidade da alma" é normalmente super enfatizada de tal forma que a básica "mortalidade do homem" é quase olhada muito por cima. Somente nas recentes filosofias "existencialistas" nós fomos de novo lembrados com força que a existência do homem está intrinsecamente sub species mortis. A morte é uma catástrofe para o homem. Ela é seu "último(ou melhor,definitivo) inimigo," eshatos ehtros (1 Co. 15:26). "Imortalidade" é obviamente um termo negativo; é correlativo com o termo "morte." E aqui novamente nós encontramos o Cristianismo em um conflito aberto e radical com o "Helenismo," antes de tudo, com o Platonismo. W.H.V.Reade, em seu recente livro, The Christian Challenge to Philosophy, confrontou com competência duas citações: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós" (Jo. 1:14) e "Plotinus, o filósofo de nosso tempo, era como alguém envergonhado de estar na carne" (Porfírio, Life of Plotinus, I). Reade então prossegue: "Quando a mensagem do Dia de Natal e o breve sumário de Porfírio do credo de seu mestre são postos em comparação direta, fica claro o suficiente que eles são incompatíveis totalmente: que nenhum Cristão pode ser Platonista, nem nenhum Platonista pode ser Cristão; e para fazer justiça aos Platonistas, deve-se dizer que desse fato elementar eles estavam perfeitamente cientes." Eu só acrescentaria que, infelizmente, Cristãos parecem não estar cientes desse "fato elementar."

Através de séculos, até o nosso tempo, o Platonismo tem sido a filosofia favorita de sábios Cristãos. Não é nosso propósito agora explicar como isso pode acontecer. Mas esse infeliz malentendido (para não dizer mais) resultou em uma grande confusão no pensamento moderno sobre morte e imortalidade. Nós ainda podemos usar a antiga definição de morte: é uma separação do corpo e da alma, psyhi horismos apo thomatos (Nemesius, De natura hominis, 2; ele cita Chrysippus). Para os gregos era uma liberação, um "retorno" para a esfera nativa dos espíritos. Para os Cristãos era a catástrofe, uma frustração da existência humana. A doutrina grega da imortalidade nunca poderia resolver o problema Cristão. A única solução adequada foi oferecida pela mensagem da Ressurreição de Cristo e pela promessa da Ressurreição Geral dos mortos. Se nós nos voltamos novamente para a antigüidade Cristã, nós encontramos esse ponto feito claramente em data muito cedo. São Justino era bastante enfático nesse ponto. "As pessoas que dizem que não há ressurreição da morte, e que suas almas, quando elas morrem, são levadas para o céu, não são Cristãs de todo" (Dialog 80).

O autor desconhecido do tratado Sobre Ressurreição (tradicionalmente atribuído a São Justino) coloca o problema com muita exatidão. "O que é o homem senão um animal racional composto de corpo e alma? É a alma por si só o homem? Não, mas só a alma do homem. Seria o corpo chamado de homem? Não, ele é chamado o corpo do homem. Se nenhum dos dois casos é o homem, mas só aquele que é feito das duas partes juntas é chamado homem, Deus chamou homem à vida e ressurreição, Ele chamou não uma parte, mas o todo, que é corpo e alma" (On Ressur. 8). Atenágoras de Atenas desenvolveu o mesmo argumento em seu admirável tratado On the Ressurrection of the Dead. Deus criou o homem com um propósito definido, para existência perpétua. Porém, "Deus deu ser independente e vida não para a natureza da alma em si, nem para a natureza do corpo separadamente, mas sim para os homens, compostos de alma e corpo, de modo que com essas mesmas partes com que eles são compostos quando nascem e vivem, eles deverão atingir depois da terminação de suas vidas seus fins comuns; alma e corpo compõem no homem uma entidade viva." Não seria mais homem, Atenágoras argumenta, se a perfeição dessa estrutura fosse quebrada, pois então a identidade do individuo também seria quebrada. A estabilidade do corpo, sua continuidade em sua própria natureza, deve corresponder à imortalidade da alma. "A entidade que recebe intelecto e razão é o homem, e não a alma sozinha. Conseqüentemente, o homem deve permanecer para sempre composto de corpo e alma." De outra forma não haveria homem, mas só partes de homem. "E isso é impossível, se não há ressurreição. "Pois se não há ressurreição, a natureza dos homens como homens não continuaria" (15).

A pressuposição básica do argumento todo é que o corpo intrinsecamente pertence á totalidade da existência humana. E por isso o homem, como homem, cessaria de existir, se a alma tivesse que permanecer para sempre "desencorpada." è precisamente o oposto do que os Platonistas afirmam. Os gregos sonhavam mais com uma completa e definitiva desencarnação. Um incorporamento era justamente um cativeiro para a alma. Para os Cristãos, de outro lado, a morte não era um fim normal da existência humana. A morte do homem era subnormal, era uma falha. A morte do homem é "o salário do pecado" (Ro. 6:23). É uma perda e corrupção. E desde a Queda o mistério da vida é deslocado pelo mistério da morte. Misteriosa como a "união" da alma e do corpo de fato é, a consciência imediata do homem testemunha a totalidade orgânica de sua estrutura psicofísica. Anima autemet spiritus pars hominis esse possunt, homo autem nequaquam, disse Santo. Irineu (Adv. haereses V, 6.1). Um corpo sem uma alma não é mais do que um cadáver e uma alma sem corpo é um fantasma. O homem não é um fantasma sem corpo, e um cadáver não é uma parte do homem. O homem não é um "demônio sem corpo," simplesmente confinado na prisão do corpo. Eis porque a "separação" do corpo e da alma é a morte do homem em si, a descontinuação de sua existência, de sua existência como homem. Conseqüentemente a morte e a corrupção do corpo são uma espécie de apagamento da "imagem de Deus" no homem. Um homem morto não é completamente humano.

São João Damasceno, em uma de suas gloriosas antífonas no Ofício Funerário, fala disso: "Eu choro e lamento, quando eu contemplo a morte, e vejo nossa beleza, feita segundo a imagem de Deus, jazendo no túmulo desfigurada, desonrada, despojada de forma." São João fala não do corpo do homem, mas do homem em si. "Nossa beleza na imagem de Deus" não é a do corpo, mas a do homem. Ele é, na verdade "uma imagem da insondável glória de Deus," mesmo estando "ferido pelo pecado." E na morte, é revelado que o homem, essa "razoável imagem" feita por Deus, para usar a frase de São Metódio (De resurrectione I, 34.4: to agalma to logikon), não é mais do que um cadáver. "O homem não é mais do que ossos secos, um mau cheiro e comida de vermes." Pode-se falar do homem como sendo "uma hipóstase em duas naturezas," e não só de, mas precisamente em duas naturezas. E na morte essa hipóstase humana é quebrada. E não há mais homem. E por isso o homem espera pela "redenção de nosso corpo" (Ro. 8:23; tin apolitrosin tu somatos imon). Como São Paulo diz em outro lugar, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida (2Co. 5:4). O aguilhão da morte está exatamente no que são "os salários do pecado," isto é, na conseqüência de uma relação distorcida com Deus. Não é só uma imperfeição natural, nem é simplesmente uma paralisação metafísica. A mortalidade do homem reflete o estranhamento de Deus pelo homem, por Ele Que é o único Doador de Vida. E, nesse estranhamento por Deus, o Homem simplesmente não pode "resistir" como homem, não pode permanecer completamente humano.

O estado de mortalidade é essencialmente "subhumano." Enfatizar a mortalidade humana não significa oferecer uma interpretação "naturalística" da tragédia humana, mas, ao contrário, mas significa marcar o predicado do homem até sua raiz religiosa definitiva. A força da teologia Patrística estava exatamente em seu interesse pela mortalidade humana, e em conseqüência na mensagem da Ressurreição. A miséria da existência pecaminosa não foi de maneira nenhuma subestimada, mas foi interpretada não só nas categorias éticas e moralísticas, mas também nas teológicas. A carga do pecado consistia não só nas auto-acusações da consciência humana, não só na consciência de culpa, mas na completa desintegração da estrutura toda da natureza humana. O homem decaído não era mais homem, ele estava existencialmente "degradado." E o sinal dessa "degradação" era a imortalidade do Homem, a morte do Homem. Na separação de Deus a natureza humana se torna perturbada, sai fora de tom. A própria estrutura do homem torna-se instável. A "união" da alma com o corpo torna-se insegura. A alma perde seu poder vital,não é mais capaz de vivificar o corpo.E a morte física torna-se inevitável. O corpo e a alma não estão mais seguras e ajustadas um à outra.

As transgressões dos mandamentos Divinos "reintegra o homem no estado da natureza," como Santo Atanásio coloca, — is to kata fysin epestrepsen. "Como ele foi feito do nada, assim também em sua própria existência no tempo apropriado ele sofreu corrupção, de acordo com toda justiça." Pois, sendo feito do nada, a criatura também existe sobre um abismo de nulidade, até pronta para cair nele ( de Incarnatione, 4 e 5) "Porque certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra que não se ajuntam mais" (II Sam. 14:14). "O estado da natureza," do qual fala Santo Agostinho, é a moção cíclica do Cosmos, na qual o homem decaído é enredado sem esperança, e esse enredamento significa a degradação do homem. Ele perde sua posição privilegiada na ordem da Criação. Mas essa catástrofe metafísica é só uma manifestação da relação quebrada com Deus.

 

"Eu sou a Ressurreição

e a Vida.

A Encarnação do Verbo foi uma manifestação absoluta de Deus. E acima de tudo ela foi uma revelação de Vida. Cristo é a Palavra da Vida, o Logos tis zois (I Jo. 1:1). A Encarnação em si, foi num sentido, a vivificação do homem, como se fosse a ressurreição da natureza humana. Na Encarnação a natureza humana não foi simplesmente ungida com um superabundante fluxo de Graça, mas foi também assumida numa íntima e "hipostática" união com a própria Divindade. Nessa elevação da natureza humana para uma perene comunhão com a Vida Divina, os Padres da Igreja primitiva, unanimemente viram a própria essência da salvação. "Aquele que é salvo é o que está unido com Deus," diz São Gregório de Nazianzo. E o que não estava tão unido não poderia ser salvo de todo (epist. 101, ad Cledonium). Esse era o motivo fundamental em toda teologia inicial, em Santo Irineu, em Santo Atanásio, nos Capadócios, em São Cirilo de Alexandria, e são Máximo Confessor. Porém o clímax da Vida Encarnada foi a Cruz, a morte do Senhor Encarnado. A Vida foi revelada, no todo, pela morte. Esse é um mistério paradoxal da fé Cristã: vida através da morte, vida vinda do túmulo, e de fora do túmulo, o mistério do túmulo portador-de-vida. E os Cristãos nascem de novo para a vida real e perene somente através da sua morte e sepultamento batismal em Cristo; eles são regenerados com Cristo na fonte batismal (cf. Ro.6:3-5).

Essa é a invariável lei da verdadeira vida. "O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer" (1 Co. 15:36). A salvação foi completada no Gólgota, não no Tabor, e a Cruz de Jesus foi falada antes no Tabor (cf. Lc.9:31). Cristo tinha que morrer, para conceder uma vida abundante para toda humanidade. Não era a necessidade desse mundo. Era, como se fosse, a necessidade do Amor Divino, a necessidade de uma ordem Divina. E nós falhamos em compreender o mistério. Porque teve a verdadeira vida que ser revelada através da morte do Único, Que era Ele próprio "a Ressurreição e a Vida"? A única resposta é que a Salvação tinha que ser uma vitória sobre a morte e mortalidade do homem. O inimigo definitivo do homem era exatamente a morte. A Redenção não era simplesmente o perdão dos pecados, nem era a reconciliação do homem com Deus. Era a libertação do pecado e da morte. "A penitência não libera do estado da natureza (no qual o homem caiu através do pecado), ela só descontinua o pecado," diz santo Atanásio. Pois o homem não só pecou mas "caiu na corrupção." Porém, a misericórdia de Deus não podia permitir "que criaturas que uma vez, tinham sido feitas racionais, e que tinham participado do Verbo, fossem para a ruína e se virassem novamente para a não-existência por conta da corrupção." Conseqüentemente o Verbo de Deus desceu e Se fez homem, assumindo o nosso corpo, "que, quando de fato o homem se virar para a corrupção, ele possa se virar de novo para a incorrupção, e vivificar-se da morte pela apropriação de seu corpo e pela graça da Ressurreição, banindo de si a morte como se fosse palha tirada do fogo." (De Incarnatione, 6-8).


publicado por igrejacatolicaortodoxa às 13:58
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A VIRGEM MARIA NOSSA MÃE

A Sagrada

Virgem Maria

 

Incansável protectora e

defensora do mundo cristão

 

Bispo Aleksandr Mileant

Traduzido por Boris Poluhoff

  

 

 


Conteúdo: A Veneração da Virgem Maria. A Vida terrena da Virgem Maria. Os milagres recentes e aparições da Virgem Maria. Algumas das suas imagens milagrosas. Orações seleccionadas.

 


 

Mãe de Deus e Mãe da Igreja (Pe. Lev Lhébedev).

 

 

A Veneração da Virgem Maria.

 

"Por você se alegra, Cheia de Graças, toda a vida animal, todos os Anjos e todos os seres humanos."

 

Desde os primeiros tempos do cristianismo, a Sagrada Virgem Maria, pelas suas graças maravilhosas, por ser a escolhida de Deus e pela sua permanente ajuda aos necessitados, sempre obteve a veneração e a gratidão dos cristãos.

A veneração da Sagrada Virgem Maria, começou desde o momento em que o Arcanjo Gabriel A saudou e lhe comunicou o mistério da maternidade divina do Filho de Deus: "Avé Maria! Cheia de Graça o Senhor é convosco! Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre!"

Com esta mesma saudação, acrescentada das palavras: "Bendito é o Fruto de teu ventre!" a Sagrada Virgem Maria foi recebida por Isabel, mulher do sacerdote Zacarias, à qual o Espírito Santo revelou que estava perante a Mãe de Jesus Cristo (Lucas 1:41).

A dedicada veneração da Sagrada Virgem Maria na igreja cristã é realizada em numerosas datas, que a igreja destaca como recordações de inúmeras circunstâncias da vida da Sagrada Virgem. Importantes santos e pastores da igreja elaboraram hinos preces em honra da Virgem Maria, e se expressaram profundamente inspirados espiritualmente por Ela. Juntamente com esta intensa veneração da Sagrada Virgem Maria, é importante para a nossa própria aprendizagem sabermos como Ela viveu, como Se preparou, como cresceu e amadureceu até este elevado nível de evolução, - ser o receptáculo da Palavra de Deus.

As escrituras do Antigo Testamento, que previram o nascimento do Filho de Deus, fazem referências também à Sagrada Virgem Maria. Desta forma, a primeira menção ao Cristo Salvador, que já incluía também uma profecia em relação à Sagrada Virgem, foi feita no julgamento a serpente:

"Criarei o litígio (como sinónimo de diferença) entre você e a Mulher e entre a sua semente e a semente Dela" (Génesis 3:15). a profecia que já se refere ao futuro Cristo-Salvador, aqui nesta citação é representado pela referência à semente Dela enquanto em todas as outras situações os descendentes são citados como sementes de qualquer um dos descendentes masculinos.

O profeta Isaías clarifica mais ainda esta profecia, indicando que Ela, a Mulher escolhida para gerar o Messias-Emanuel, será Virgem: "Pois por isso o Senhor Deus vos dará este sinal" - diz o profeta aos pouco crentes descendentes de David. E apesar do termo "Virgem" parecer estranho aos antigos povos judeus, (uma vez que necessariamente pressupõe uma relação conjugal), eles não se atreveram a trocar a palavra "Virgem" por outra do tipo "Mulher". Portanto: "Uma Virgem conceberá e dará a luz um filho, e seu nome será Emanuel" - nome que significa: Deus está connosco" (Isaías 7:14).

 

A vida terrena

da Mãe de Deus

Com base nas escrituras sagradas e na herança histórica da Igreja

 

O evangelista Lucas, que conheceu de perto a Sagrada Virgem Maria, registou a partir das palavras Dela, inúmeros factos importantes relativos aos primeiros anos da Sua vida. O evangelista Lucas era médico e também pintor, tendo pintado uma imagem da Virgem, ícone a partir do qual outros pintores fizeram outras cópias.

 

O nascimento da Sagrada Virgem Maria. Quando se aproximava o momento do nascimento do Salvador do mundo na cidade de Nazaré, na Galileia, morava aí um descendente do rei David, chamado Joaquim com a sua mulher, Ana. Ambos eram pessoas reconhecidamente de boa índole e eram conhecidos pela sua compaixão, humildade e generosidade. Joaquim e Ana atingiram uma idade muito avançada, mas não tinham filhos. Este facto entristecia-os especialmente. Mas apesar da idade, eles continuavam a orar incessantemente e a pedir a Deus para que Ele lhes concedesse um filho. Para isso fizeram até uma promessa de que se eles recebessem a dádiva do nascimento de um filho, o destinariam para servir a Deus. Naqueles tempos não ter filhos era considerado um castigo divino pelos pecados cometidos. Joaquim em particular sofria muito com a falta de filhos, principalmente porque, de acordo com a as profecias, na sua família deveria nascer o Messias-Jesus. Pela paciência e fé Deus deu a Joaquim e Ana uma grande alegria: finalmente conceberam uma filha e a Ela foi dado o nome de Maria, o que em hebreu significa: "Senhora, Esperança."

 

A entrada no Templo. Quando a Virgem Maria completou 3 anos, os seus beneméritos pais prepararam-na para cumprir a promessa fixada por eles: levaram-na a um templo em Jerusalém para que Ela pudesse dedicar a Sua vida a Deus. A Virgem Maria ficou a residir junto ao templo. Aí, Ela e outras companheiras estudavam as leis de Deus e executavam trabalhos manuais, rezavam e liam as Escrituras Sagradas. Junto a este templo a Virgem Maria viveu perto de 11 anos, cresceu, desenvolvendo em si uma profunda compaixão, em tudo entregue à vontade de Deus, imensamente modesta e dedicada em seus esforços. Desejando viver e dedicar-se exclusivamente a Deus, ela fez um voto de não se casar e permanecer para sempre virgem.

 

A Sagrada Virgem Maria e José. Os já bastante idosos Joaquim e Ana não viveram muito mais tempo e a Virgem Maria ficou órfã. Quando completou 14 anos, Ela não poderia mais continuar, pelas leis, a residir junto ao templo e era necessário que se casasse. O pároco principal, conhecendo o voto por Ela feito, para não o prejudicar, celebrou apenas pró-forma o Seu casamento com um parente distante, que enviuvara na casa dos 80 anos - um ancião de nome José. José comprometeu-se a cuidar Dela e a proteger a Sua condição de Virgem. José vivia em Nazaré. Ele também era descendente da família de David, mas era um homem sem posses e trabalhava como marceneiro. Do seu primeiro casamento José tivera os filhos Judas, Ócio, Simão e Jacób., os quais nas escrituras são denominados "irmãos" de Jesus. A Sagrada Virgem Maria, levava na casa de José a mesma vida modesta e disciplinada que levara antes no templo.

 

A Anunciação. No sexto mês após a aparição do Arcanjo Gabriel a Zacarias, por motivo do nascimento de São João Baptista, o mesmo Arcanjo Gabriel foi enviado por Deus para a cidade de Nazaré ao encontro da Sagrada Virgem Maria com a feliz notícia que Deus A escolhera para ser a Mãe do Salvador do mundo. O Arcanjo Gabriel surge perante Ela e anuncia-Lhe: "Deus te salve, cheia de graça; o Senhor é contigo. Abençoada és Tu entre as mulheres!" - Ela ao ouvir estas palavras, perturbou-se e começou a pensar que saudação seria esta. O Arcanjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus, eis que conceberás no teu ventre e darás a luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Este será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David, reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim."

Maria disse ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" Respondendo o Arcanjo disse-lhe: "O Espírito Santo descerá sobre Ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra, por isso mesmo o Santo que há de nascer de Ti, será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parente, concebeu um filho na sua velhice e este é o sexto mês da que se dizia estéril, porque a Deus nada é impossível." Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra." E o Arcanjo afastou-se dela.

 

Maria visita Isabel. A Sagrada Virgem Maria, após ter recebido do Arcanjo a notícia que a sua parente Isabel, mulher de Zacarias, daria proximamente à luz um filho, apressou-se a ir visitá-la. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que apenas Isabel ouviu a saudação da Virgem Maria, o menino saltou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo e constatou Que sim, a Virgem Maria fora consagrada para ser a Mãe de Jesus Cristo. Exclamou em voz alta "Bendita és Tú entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. Donde a mim esta dita, que a mãe do meu Senhor venha ter comigo?" Então a Virgem Maria disse: "Minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador." Porque lançou os olhos para a humilhação da sua serva, portanto eis que de hoje em diante, todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada. Porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas, o Seu nome é santo. E a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. A Virgem Maria ficou a morar durante aproximadamente 3 meses junto a Isabel e depois voltou para sua casa em Nazaré.

Deus informou também José do nascimento de Cristo. O anjo de Deus, apareceu-lhe em sonhos e comunicou-lhe que a Virgem Maria iria ter um filho, por obra do Espírito Santo, como Deus já havia avisado através do profeta Isaías (7:14) e ordenou que Lhe fosse dado o nome de "Jesus, nome que em hebraico significa Salvador, porque Ele salvará as pessoas de seus pecados."

Os acontecimentos seguintes relatados pelo Evangelho, recordam a Virgem Maria ligada directamente aos factos da vida de seu Filho - Nosso Senhor Jesus Cristo. Os factos falam Dela aquando do nascimento de Cristo em Belém, depois na altura da circuncisão, das saudações dos reis magos, da apresentação no templo no 40o dia, da fuga para o Egipto, da residência em Nazaré, da viagem a Jerusalém na Páscoa, quando Cristo completou 12 anos e assim por diante. Estes factos não necessitam de maiores esclarecimentos. Porém é importante destacar que apesar do Evangelho citar a Virgem Maria sucintamente, estas referências demonstram com clareza aos leitores a grandeza da sua condição espiritual: a Sua modéstia e humildade, a Sua enorme fé, paciência, coragem, aceitação da vontade de Deus e total entrega e dedicação a Seu Filho, Filho de Deus. Nós vemos portanto porque foi Ela, pelas palavras do Arcanjo, contemplada para adquirir a graça de Deus.

O primeiro milagre realizado por Jesus Cristo, foi num casamento na Galileia, o qual nos dá com clareza a imagem da Virgem Maria como Defensora perante Seu Filho de todas as pessoas que se encontram em dificuldades. Percebendo a falta de vinho na festa de casamento, a Virgem Maria chama para este facto a atenção de Seu Filho e, apesar de Cristo lhe ter respondido como se se estivesse a esquivar: "O que diz isto respeito a Mim e a Você Mulher? Ainda não chegou a minha hora." Ela, sem se perturbar com esta meia resposta, estando confiante que o Filho não deixaria um pedido Dela sem atenção adequada, disse aos servos: "O que Ele lhes disser, façam!" Como é clara neste alerta aos servos a preocupada compaixão da Mãe de Cristo, para que o iniciado por Ela seja conduzido até um final feliz! De facto, o seu pedido não ficou sem ser atendido e Jesus Cristo realizou aqui seu primeiro milagre, tirando de uma situação constrangedora pessoas que não tinham muitas posses, após o que "acreditaram Nele seus discípulos" (João 2:11).

Os factos seguintes narrados pelo Evangelho mostram-nos a Virgem Maria, permanentemente ansiosa por Seu Filho, acompanhando as Suas viagens e deslocações, próxima Dele em diversas circunstâncias difíceis e preocupada com as condições do seu repouso doméstico e paz, coisas que Ele nunca aceitava ou considerava como desnecessárias. Finalmente, vemo-La em pé e numa indescritível dor junto ao seu Filho crucificado, ouvindo as suas últimas palavras e pedidos (Cristo entregou-A ao seu discípulo preferido, para que cuidasse dela). Nenhuma palavra de queixa ou desespero sai de Sua boca. Ela entrega tudo à vontade de Deus.

Ainda de forma resumida fala-se sobre a Virgem Maria no livro dos Actos dos Apóstolos, quando sobre Ela e sobre os apóstolos no dia de Pentecostes pousa o Espírito Santo em forma de línguas de fogo. Após este facto, segundo a Tradição da igreja, Ela viveu mais 10 ou 20 anos. O apóstolo João, a pedido de Nosso Senhor Jesus Cristo, acolheu-a em sua casa com grande amor, como se fosse Sua mãe, e cuidou Dela até o Seu final. Quando a fé cristã se espalhou por outros países, muitos cristãos vinham de países distantes para A ver e ouvir. Desta época em diante, a Sagrada Virgem Maria tornou-se para todos os discípulos de Cristo uma Mãe comum e um elevado exemplo de conduta a ser seguido.

 

O falecimento. Certa vez, quando a Virgem Maria estava a rezar no monte Eleon, perto de Jerusalém, apareceu-lhe o Arcanjo Gabriel com um ramo de figueira em suas mãos e diz-Lhe que dali a 3 dias a Sua existência na Terra estará terminada e que Jesus Cristo virá buscá-la para a levar com Ele. Cristo fez tudo de maneira a que nessa época todos os apóstolos vindos de países diferentes estivessem todos em Jerusalém. No momento do seu final, uma luz intensa iluminou o quarto onde estava a Virgem Maria. Jesus Cristo, rodeado de Seus anjos surgiu e recebeu a Sua alma puríssima. Os apóstolos sepultaram o sagrado corpo da Virgem Maria, de acordo com a Sua vontade, ao pé da montanha Eleon, no Jardim Gethsemani, na mesma caverna-túmulo onde estavam sepultados os corpos de seus pais e também de José. Durante o funeral aconteceram muitos milagres. Apenas por tocarem o caixão da Virgem Maria, cegos começavam a ver, maus espíritos eram expulsos dos possuídos e todas as doenças curadas. Três dias após o funeral da Virgem Maria, chega a Jerusalém, atrasado, o apóstolo Tomé. Tomé estava muito triste porque não conseguira despedir-se da Mãe de Cristo e do fundo da alma desejava orar e prestar homenagens em seu túmulo. Quando abriram a caverna, onde a Virgem Maria havia sido sepultada, não encontraram o Seu corpo, somente os véus utilizados no funeral. Impressionados, os apóstolos voltaram para suas casas. À noite durante as suas orações eles ouviram anjos a cantar. Olhando para cima, os apóstolos viram no alto, no ar, a Virgem Maria cercada de anjos, iluminada por uma intensa luz celestial. Ela disse aos apóstolos: "Alegrem-se, Eu estou com vocês todos os dias!" Esta sua promessa de ajudar e defender os cristãos Ela mantém até os dias de hoje, assumindo-se como nossa Mãe celeste. Em virtude de seu imenso amor e ajuda poderosa, os cristãos desde épocas antigas consideram-Na e procuram-Na em busca de ajuda, chamando-A defensora incansável de todos os cristãos existentes, alegria de todos os que sofrem, Aquela que mesmo após a sua morte, nunca nos abandonará.

Desde os tempos mais antigos, a exemplo do profeta Isaías e de sua parente Isabel, os cristãos passaram a chamá-la de Mãe de Cristo e Mãe de Deus. Esta denominação vem do facto de Ela ter dado vida e corpo Àquele Que sempre foi e sempre será o Deus verdadeiro. A Sagrada Virgem Maria é por si só um grande exemplo para ser seguido por todos os que querem agradar a Deus. Ela foi a primeira quem se decidiu inteiramente a dedicar a sua vida a Deus.

Ela demonstrou que a sua voluntária condição de Virgem está acima da vida em família e do casamento. Seguindo o seu exemplo, a partir dos primeiros séculos, muitos cristãos optaram por viver as suas vidas na castidade, virgindade, em orações, jejum e pensamento em Deus. Assim surgiu e se consagrou a prática dos conventos e mosteiros. Que pensar do mundo contemporâneo, que absolutamente não valoriza e até humilha a virtude da castidade, virgindade, esquecendo as palavras de Cristo: "Há eunucos que a si mesmo se fizeram eunucos por amor do reino dos céus. Quem pode compreender, compreenda!" (Mat.19:1-2) ?!. Resumindo este breve relato da vida terrena da Sagrada Virgem Maria, é necessário dizer que Ela, em Seu momento máximo de graça e alegria, quando foi escolhida para ser a Mãe do Salvador do mundo e também no momento da sua máxima dor aos pés da cruz (conforme profecia de Simeão "Seu coração foi dilacerado") demonstrou total autocontrole. Assim, Ela demonstrou toda a força e beleza de suas bençãos e graças: Fé inabalável, paciência, coragem, esperança em Deus e amor a Êle, aceitação. Por isso nós, cristãos ortodoxos, temos um imenso respeito, admiração e consideração por Ela e esforçamo-nos por imitá-La nos seus exemplos.

 

As aparições recentes

da Mãe de Deus

 

Desde os primeiros dias após o seu falecimento até aos dias de hoje que a Sagrada Virgem Maria ajuda aos cristãos. Prova disso são os seus inúmeros milagres e aparições. Vamos narrar alguns deles:

 

O Dia da Protecção da Mãe de Cristo foi fixado como lembrança da visão que Santo André teve da Virgem Maria, cobrindo com o seu véu os cristãos no templo na cidade de Blachernae durante o ataque pelos inimigos a Constantinopla no século X. Às 4 horas da manhã Santo André viu uma impressionante e majestosa imagem da Virgem Maria, caminhando a partir do altar no templo, apoiada por São João Baptista e pelo apóstolo João com inúmeros outros Santos caminhando à sua frente e outros tantos seguindo-A, e cantando diversos hinos. Santo André aproximou-se de seu assistente Epifânio e perguntou-lhe se ele também estava a ver a Mãe de Cristo. "Vejo" - respondeu Epifânio. Enquanto eles olhavam Ela, ajoelhando-se no centro da igreja, rezou durante longo tempo, derramando muitas lágrimas. Depois Ela aproximou-se do altar e rezou pelos cristãos. No fim das Suas orações Ela tirou de sua cabeça o véu que A cobria, abriu-o e estendeu-o sobre todos os presentes. A cidade foi salva. Santo André era de origem eslava e o povo russo tem uma grande consideração por este feriado santo - o dia da Protecção da Virgem, em homenagem ao qual foram construídas muitas novas igrejas.

 

Outros factos posteriores relativos a este tema das aparições da Mãe de Cristo, foram relatados principalmente pela imprensa internacional. A igreja ortodoxa russa ainda não se manifestou a este respeito e nós utilizamo-los como informação adicional:

Um pouco antes da revolução na Rússia, a 13 de maio de 1917, a Mãe de Cristo apareceu a 3 crianças filhos de pastores, em Fátima , Portugal. Depois disto, Ela apareceu às crianças durante vários meses, cercada de muita luz. Vinham pessoas de todas as partes de Portugal, em quantidades que variavam entre 5 até 18 mil pessoas para ver as suas aparições. Um milagre inesquecível aconteceu quando, após uma chuva muito forte, subitamente surgiu uma luz impressionante e todas as roupas dos presentes secaram imediatamente. A Mãe de Cristo chamava as pessoas à confissão de seus pecados, ao arrependimento e previu o futuro da Rússia saindo do ateísmo e retornando à crença em Deus.

Desde 2 de Abril de 1968 e durante o período de um ano, a Virgem Maria, apareceu numa cidadezinha chamada Zetune, perto do Cairo, no Egipto, sobre um templo que lhe era dedicado. As suas aparições, que ocorriam entre meia-noite e cinco horas da manhã, atraiam uma imensa quantidade de fiéis. A Mãe de Jesus aparecia cercada de luz, às vezes intensa como o Sol e em volta voavam pombos. Rapidamente todo o país tomou conhecimento das aparições da Virgem Maria e o governo tomou providências para que as multidões que lá se juntavam tivessem um comportamento adequado. Sobre estas aparições, os jornais locais publicavam materiais em árabe. Devido a estas aparições foram realizadas inúmeras entrevistas à imprensa, onde as pessoas comentavam as suas impressões e o que tinham ouvido Dela. A Mãe de Cristo também apareceu a algumas pessoas individualmente nas redondezas do Cairo, por exemplo visitando o patriarca Copta, que até então duvidava da veracidade de suas aparições. Durante suas aparições aconteceram inúmeras curas, testemunhadas por médicos locais.

O jornal Washington Post de 5 de Julho de 1986 menciona novas aparições da Mãe de Cristo sobre a igreja de Santa Damiana, no bairro de operários da cidade Terra Gulakia, ao norte do Cairo. A Virgem Maria segurava nos Seus braços o Menino Jesus e era acompanhada por vários santos, entre eles a Santa Damiana. Como nos anos anteriores, durante a aparição da Mãe de Cristo tiveram lugar numerosos milagres de cura de doenças incuráveis como por exemplo, cegueira, doenças nos rins, coração e outras.

Em Junho de 1981, a Mãe de Cristo começou a surgir perante pessoas na montanha de Mejdugorie, na Jugoslávia. Às suas aparições acorriam às vezes 10.000 pessoas. As pessoas viam-na no centro de uma luz sobrenatural. Depois, estas aparições cessaram e a Mãe de Cristo começou a regularmente a aparecer perante 6 jovens e a conversar com eles. Mejdugorie transformou-se num lugar de constantes peregrinações com origem nos mais diversas partes do mundo. Sobre estas aparições foram escritas muitas reportagens pela imprensa local, italiana e de outros países. A Mãe de Cristo revelou a pouco e pouco a esses jovens 10 mistérios que eles, em seu devido tempo, deveriam comunicar aos representantes da igreja. A Mãe de Cristo prometeu que. 3 dias após Ela comunicar o Seu último mistério, Ela deixaria uma marca visível para os ateus. Autoridades da medicina e autoridades de outras áreas atestaram que os jovens que viam a Mãe de Cristo eram absolutamente normais e as suas reacções perante as aparições eram correctas. Frequentemente a Mãe de Cristo, chorando, falava aos jovens da importância da paz no mundo. "Paz, Paz! O mundo não será salvo, se nele não for estabelecida a paz. A paz somente existirá, se as pessoas encontrarem Deus. Cristo é vida. Aqueles que passarem a acreditar Nele, conquistarão a Vida e a Paz. As pessoas esqueceram as orações e o jejum, muitos cristãos pararam de orar."

É interessante ressaltar que em Mejdugorie, onde antes dominava o ateísmo e existiam inúmeros comunistas, após as aparições todos os habitantes se tornaram crentes e abandonaram o partido comunista. Directamente ligados às aparições da Mãe de Cristo em Mejdugorie, aconteceram muitos milagres e curas. As aparições continuaram.

Na Páscoa em 1985, na cidade de Lvov, durante uma missa rezada pelo Metropolita João na catedral da Sagrada Mãe de Jesus, frente a uma enorme multidão de fiéis, subitamente através da fresta de uma das janelas surgiu uma nuvem, luminosa como um raio de Sol. A pouco e pouco esta nuvem foi tomando a forma de um ser humano e todos os presentes reconheceram nela a Mãe de Deus. Em forte estado de graça e comoção, as pessoas começaram a orar em voz alta e implorar pela Sua ajuda. Os fiéis que estavam parados orando fora da igreja também viram naquela janela a imagem da Mãe de Cristo e queriam de qualquer maneira entrar na igreja e também passaram a rezar em voz alta. A multidão aumentava cada vez mais e mais, a notícia da aparição da Virgem espalhou-se com enorme rapidez. Todos os esforços da polícia local para dispersar os fiéis foram em vão. Começaram a afluir fiéis de Kiev, de Pochaev, Moscovo, Tbilissi e outras cidades. As autoridades de Lvov pediam a Moscou para enviar ajuda de militares e cientistas. Os cientistas entretanto chegados afirmavam que não existem milagres, para que as pessoas dispersassem. E subitamente, da imagem da Virgem soou uma voz dizendo: "Rezem, confessem seus pecados porque falta muito pouco tempo!.".. Durante a sua fala, a Virgem curou inúmeros inválidos e doentes. As aparições e as curas duraram 3 semanas e meia e Ela continuava a falar sobre a salvação das pessoas. Os fiéis não se afastavam nem de dia nem de noite.

 

 

Alguns dos ícones

milagrosos da Mãe de Jesus Cristo

 

O ícone da cidade de Vladimir - é um dos mais antigos ícones milagrosos da Mãe de Cristo. Em meados do século V este ícone foi transportado de Jerusalém para Constantinopla e no século XII foi enviado pelo patriarca da Igreja para a cidade de Kiev., para ser entregue ao Grande Duque Yuri Dolgoruki e colocado no mosteiro de Novodevichi na cidade de Vischgorod. Em 1155 o Grão Duque de Vischgorod, André, viajou para o norte, levando consigo o ícone milagroso da Virgem. Durante a viagem, eram celebradas missas de graças no caminho e aconteciam milagres. Nas margens do rio Klazmi, os cavalos usados no transporte do ícone teimavam em não sair do lugar em que estavam. O grão Duque baptizou este lugar de Bogoliubovo construiu aí 2 igrejas de pedra, numa das quais foi colocado o ícone. Em 1160, no dia 21 de Setembro, este ícone foi transportado para a cidade de Vladimir e colocado na igreja do mesmo nome. Desta data em diante, passou a chamar-se ícone da Nossa Senhora de Vladimir. Desde 1395 encontra-se em Moscovo, na catedral de Uspenskii, no lado esquerdo da entrada do altar. Este ícone tornou-se muito conhecido graças aos seus inúmeros milagres. À sua frente eram abençoados para assumirem o trono os czares russos e eram escolhidos os Metropolitas (os principais regentes da igreja). A data para a celebração deste ícone é 8 de Setembro e também 3 de Junho - (pelo novo calendário); por ocasião da defesa de Moscovo do ataque de tártaros vindos da Crimeia em 1521, o seu líder ficou aterrorizado pela visão miraculosa de um poderoso exército a postos para defender Moscovo do ataque.

 

ícone da Virgem Maria da cidade de Kazan. Em 1579, uma menina de 9 anos de idade, de nome Matrona, cuja casa paterna desaparecera durante um incêndio nesse mesmo ano, sonhou com a imagem da Mãe de Cristo e ouviu uma voz dizendo que ela deveria ir buscar este ícone, que se encontrava nos escombros da casa incendiada. O ícone foi encontrado embrulhado num tecido antigo debaixo do fogão da casa destruída. Estava enterrado, provavelmente desde a época do domínio dos tártaros na cidade de Kazan, quando os fiéis eram obrigados a esconder a sua fé. O santo ícone foi com júbilo transferido para a igreja mais próxima -a igreja de S. Nicolau., e posteriormente para a catedral da Anunciação (Blagovechenskii) onde se consagrou pela cura de cegos. Deste ícone foi feita uma cópia fiel e enviada ao czar Ivan IV (o Terrível). Em homenagem à aparição deste ícone foi fixada a data de 21 de Julho - pelo novo calendário para sua celebração.

 

O ícone Korenaia, de Kursk.( o seu nome advém de ter sido encontrada ao pé da raiz de uma árvore). A 8 de Setembro de 1295, um caçador descobriu o ícone nas margens do rio Tuskari, na região de Kursk, no chão, ao lado da raiz de uma árvore. Este caçador construiu uma pequena capelinha onde foi colocado o ícone, que começou a realizar milagres. Em 1383, os invasores tártaros vindos da Crimeia arrasaram a região e, com um machado ou espada cortaram e racharam o ícone em dois pedaços, deitaram-no fora em lugares diferentes e capturaram o padre Bogoliub que rezava missa na pequena capela. Resgatado por emissários do Grão Duque de Moscovo, o padre Bogoliub consegue localizar cada uma das metades do ícone e, assim que as encosta uma à outra, apercebe-se impressionado que o ícone se tornara milagrosamente uma única peça, como era originalmente, como se nada tivesse acontecido. Em 1597 o ícone é levado para Moscovo, a pedido do czar Feodor Ioanovich. Quando o ícone volta para a capela, é fundado um mosteiro, denominado Korennáia Pústinh. No tempo do czar Feodor Ioanovich, o ícone foi emoldurado em madeira de uma árvore chamada Kiparis. A moldura tem, entalhada, a imagem de Cristo na parte superior, e em cada uma das partes laterais, os profetas. Este ícone através de uma visão milagrosa salva a cidade de Kursk do ataque e domínio dos polacos, em 1612. Os moradores de Kursk, como expressão da sua gratidão, constróem o mosteiro de Znamenie, onde o ícone permanecia um determinado período anualmente, de 12 de Setembro até a sexta-feira da 9a. semana da Páscoa. O restante tempo o ícone ficava no mosteiro de Korennaia Pustinh. A 7 de Março de 1898 o ícone saiu intocado da explosão de uma bomba colocada ao pé dele na catedral do mosteiro de Znamenie. O ícone permaneceu totalmente ileso, apesar da destruição total em volta provocada pela bomba. Durante a revolução o ícone foi roubado a 12 de Abril de 1918 e milagrosamente achado no fundo de um poço a 1 de Agosto. A imagem foi levada para fora da Rússia em 1920 pelo bispo Feofan Kurskii e permaneceu na Jugoslávia na igreja da Santíssima Trindade em Belgrado. Grande ajuda deu este ícone durante o período dos bombardeamentos sobre Belgrado durante a 2a guerra mundial. As casas para onde o ícone era levado nunca eram atingidas por bombas, embora tudo em volta fosse destruído. Actualmente o ícone encontra-se na catedral da Mãe de Cristo de Znamenie, em Nova Iorque. Periodicamente, este ícone é levado para veneração nos mais diversos templos da Igreja Ortodoxa Russa no Exterior.

 

Os ícones da Virgem Maria que deitam lágrimas, que choram. Durante os últimos 100/150 anos surgiram diversos ícones da Mãe de Cristo que deitam lágrimas. Este milagre com certeza indica o sofrimento da Mãe de Cristo pelas pessoas em decorrência de catástrofes que se aproximam. No mês de Fevereiro de 1854, numa igreja ortodoxa na cidade de Sokol, junto a um mosteiro na Roménia, um dos ícones da Mãe de Cristo começou a deitar lágrimas. Este milagre coincidiu com a guerra na Crimeia, na Rússia. O milagre das lágrimas atraia diariamente milhares de fiéis peregrinos e acontecia todos os dias, algumas vezes de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias.

Em Março de 1960, na família ortodoxa grega Katsunis, residente em Long Island, no estado de Nova Iorque, EUA, começou a deitar lágrimas uma litografia de um ícone da Mãe de Cristo, denominado Nossa Senhora da Paixão (ou Romana). Na altura do transporte do ícone para a catedral grega de São Paulo, durante toda viagem voavam pombos brancos sobre o veículo. Graças à grande quantidade de lágrimas, o papel onde estava impresso o ícone, enrugou-se e encolheu totalmente. Algumas dessas lágrimas pareciam de sangue. Os fiéis encostavam pedaços de algodão ao ícone, que absorviam integralmente as lágrimas. Daí a pouco tempo, na residência de uma outra família grega ortodoxa, chamada Kulis, que morava perto da primeira família, uma litografia de um ícone da Virgem Maria de Iver, também começou a deitar lágrimas. Estes dois ícones atraiam a si uma imensa quantidade de pessoas rezando. Na imprensa internacional e local foram assinalados muitos milagres, com origem nestes ícones. Um destes ícones foi cedido para investigações cientificas, para determinar a origem das lágrimas. Cientistas da Universidade de British Columbia, testemunharam o facto, mas não conseguiram explicá-lo a luz da ciência. A 6 de Dezembro de l986, o ícone da Mãe de Cristo, colocado junto ao altar na igreja de S. Nicolau em Chicago, no Alabama, EUA., também começou a deitar lágrimas. Este milagre em algumas ocasiões chega a levar a esta igreja cerca de 5.000 pessoas que querem ver o ícone, pintado há 23 anos atrás por Konstantin Yousissom, em Manhattan, N.Y. Uma comissão especialmente organizada, atestou que "nenhum tipo de mistificação tem possibilidade de estar a ocorrer perante esta evidência."

 

O ícone da Mãe de Cristo de Iver - que deita óleo / bálsamo. Um cristão ortodoxo de origem espanhola, José Muñoz, quando orava no Monte Athos, na Grécia, viu num mosteiro uma cópia do ícone da Mãe de Cristo de Iver e quis adquiri-lo. Numa primeira tentativa seu pedido foi rejeitado, mas depois inesperadamente o monge principal entregou-lhe em mãos o ícone, dizendo: "Leve-o, este ícone deve ir com você!" José trouxe o ícone para a cidade de Montreal, no Canadá, onde residia. A 24 de Novembro de 1982, às 3 horas da madrugada, o quarto de José foi invadido por um perfume intenso: na superficie do ícone brotavam gotas como orvalho de um milagroso óleo / bálsamo fortemente perfumado. O Arcebispo Vitaly do Canadá pediu que o ícone fosse trazido para a catedral. Posteriormente o ícone foi levado para outras igrejas ortodoxas. O óleo milagroso era aplicado nos fiéis pelos padres das igrejas onde eram rezadas as Liturgias. A placa de vidro que cobre o ícone era aberta para que todos pudessem constatar com seus próprios olhos o orvalho de bálsamo que se formava e escorria pela superfície do próprio ícone. Algumas vezes durante missas com grandes quantidades de pessoas, o bálsamo começava a formar-se também na superfície externa do vidro e em grande quantidade escorria directamente para o chão, invadindo o perfume toda a igreja. É importante referir que na sexta-feira da Paixão o bálsamo não aparecia, mas depois da Páscoa voltava a surgir novamente. A partir deste ícone aconteceram muitos milagres e curas. O perfume do bálsamo varia de tempos em tempos, mas é sempre muito intenso e agradável. Quem duvida de milagres nos nossos tempos devia ver este ícone: O milagre é evidente e grande! Não temos condições aqui de enumerar todos os ícones milagrosos da Mãe de Cristo. Após a revolução na Rússia, uma quantidade imensa de ícones antiquíssimos começaram espontaneamente a renovar-se perante as pessoas: Estes ícones começavam a clarear num curtíssimo espaço de tempo, ficando com aspecto de novos, como se tivessem sido pintados recentemente. Exemplares assim existem aos milhares. Milagres e sinais não acontecem sem motivos. Sem dúvida, os inúmeros milagres contemporâneos e aparições da Mãe de Cristo têm como objectivo despertar nas pessoas a fé em Deus e o arrependimento pelos erros e pecados cometidos. Porém o mundo tornou-se surdo e insensível a tudo o que é espiritual. O mundo que virou as costas a Deus, está rapidamente a dirigir-se para a sua ruína. Nestes tempos das mais variadas catástrofes, de desaparecimento e queda de crenças e valores, é imprescindível lembrar da Nossa Mãe Celestial e nossa defensora perante o trono de Deus. Sagrada Mãe de Jesus Cristo, salve-nos!

 

Orações seleccionadas

 

Nossa abençoada Rainha, nossa esperança, Mãe de Jesus Cristo, refúgio dos órfãos e desabrigados, defensora dos perdidos e desorientados. Alegria dos que sofrem, defensora dos injustiçados, olhe a nossa dor. Veja as nossas perdas, ajude-nos na nossa impotência, oriente-nos que estamos sem rumo. Você sabe o que nos falta. Apoie-nos, alivie-nos como só Você pode e deseja. Porque não temos outra ajuda a não ser a Sua. Não temos outra que nos defenda. Proteja- nos acalme-nos, só Você ó Mãe de Jesus Cristo Nosso Salvador, proteja-nos, defenda-nos por todo o sempre. Amem.

 

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Abençoada és Tu entre as mulheres, abençoado é o fruto de teu ventre, porque de Ti nasceu o Salvador de nossas almas!

 

Em verdade é dever consagrar Você Mãe de Jesus Cristo, sempre cheia de graças e sem pecados, Mãe de Nosso Senhor. Você é acima dos querubins e incomparavelmente acima dos serafins. A você Virgem que concebeu a Cristo, nos Te saudamos.

 

Principais datas para celebração da Sagrada Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo (pelo novo calendário):

Anunciação 7 de Abril

Morte 28 de Agosto

Nascimento 21 de Setembro

Protecção 14 de Outubro

Entrada no templo 4 de Dezembro.

 

 

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Mãe de Deus

e Mãe da Igreja

 

Pe. Lev Lhébedev / Tradução: V.B.

 

A Santíssima Genitora de Deus é honrada pela Igreja Ortodoxa como Intercessora por todo gênero cristão. Somente a Ela nós recorremos com a prece - 'salve nos' ao passo que aos Santos restantes nós pedimos 'orem a Deus por nós'.

Dos dois lados das Portas Régias, que simbolizam a entrada do Reino Celeste, em cada templo ortodoxo numa posição idêntica, situam-se as imagens do Salvador e da Mãe de Deus, - indicando e salientando, que o ingresso no Reino Celeste realiza-se somente por intermédio da Santíssima Virgem Maria. Também, demonstra-se que nada na Igreja realiza-se sem a Sua participação e intermediação, - do que são testemunhas os inúmeros cantos e orações da Igreja Ortodoxa. Surge a pergunta: por que tamanha significância e tal o Seu poder? Geralmente, presume-se que tudo isso provém dos traços pessoais Dela e também pelo fato de Deus ter escolhido-A para ser a Mãe do Seu Filho encarnado. É conhecido e amplamente interpretado o sentido das palavras do Salvador na Cruz, quando Ele perfilhou São João Evangelista à Sua Mãe. No entender da Igreja isso sempre significou a perfilhação de toda gente de fé à Mãe de Deus.

Agora a questão focaliza-se num determinado ponto exato, adquirindo uma nova nuança. Em que sentido deve ser compreendida esta perfilhação? Metafórico-poético, figurado ou moral, - de um cunho ético? Ou então, no mais profundo - existencial? A resposta, irmãos e irmãs, é evidente - é só prestar atenção. Nós comungamos o Corpo e Sangue de Cristo, que provém do puríssimo sangue da Mãe do Senhor Jesus Cristo. Conseqüentemente, unindo-se no Sacramento da Eucaristia a Cristo, nós entramos numa certa união com a Mãe de Deus. Esta união não pode ser entendida a não ser como filial. Em outras palavras, no Sacramento da Comunhão, nós, - semelhantes a Cristo, tornamo-nos filhos da Mãe de Deus, e não em algum sentido figurado, alegórico, mas no sentido real - sacramental. Nós nos tornamos Seus filhos consanguíneos (pelo Sangue de Cristo).

Eis um mistério da Ortodoxia. Nele as feições da Abençoadíssima pessoa da Sempre Virgem Maria comunicam-se necessariamente àquele que tem fé sincera, - bem como à Igreja Ortodoxa inteira. Estamos portanto, com razão, concluíndo que Ela é a verdadeira Mãe de cada alma ortodoxa e Mãe da Igreja. Agora, então, tornam-se compreensíveis as palavras do Salvador sobre a perfilhação de São João Evangelista e na pessoa dele, de todos homens de fé.

O povo russo, desde o tempo imemorável, sentia a maternidade da Virgem Maria com relação à Igreja e por isso chamou-A, como no seio da família, chamam a própria mãe - pela palavra carinhosa - ´Mátushka.´

 

 

 

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A FÉ DA IGREJA

QUAL É A NOSSA FÉ?

 

          A SANTA IGREJA  tem os ensinamentos da sua Fé, estão fundados na Fé Católica e Ortodoxa, que estão resumidos no texto inicial e inalterável do Símbolo da Fé (chamado Credo de Nicéia), formulado no século IV pelos dois primeiros Concílios Ecuménicos de Nicéia e Constantinopla, confessando “o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade Consubstancial e Indivisível”.

          Nós cremos em “um só Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador dos Céus (mundo real mas invisível e imperceptível aos nossos sentidos, mundo angélico) e da Terra (mundo visível). Esta criação deve ser compreendida no sentido mais forte e mais rico do termo, não como uma organização a partir de elementos caóticos preexistentes mas como Criação pura, do nada da vontade única da Trindade.

          Nós cremos em “um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Único de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, gerado, não criado, consubstancial ao Pai (da mesma essência que Ele, logo Deus), por quem tudo foi criado.

          Nós cremos na Encarnação do Filho de Deus (o Verbo) que por nós homens (Deus fez-se Homem para que o Homem fosse deificado) e para a nossa salvação, desceu dos Céus e encarnou pelo Espírito Santo no seio de Maria, Virgem, e se fez Homem (quer dizer que assumiu, no seu Amor, a totalidade da natureza humana, exceptuando o pecado). As duas naturezas, a divina e a humana subsistem em Cristo “sem confusão nem separação” (segundo o dogma do 4º Concílio Ecuménico de Calcedónia, no século V).

          Nós cremos na crucifixão, na morte e na ressurreição de Cristo, acontecimentos anunciados nas Sagradas Escrituras pelos Profetas e ocorridos “sob Poncio Pilatos”, momento histórico central da nossa salvação.

          Nós cremos na “subida aos Céus” do Senhor, na Sua Humanidade glorificada. Sentado à direita do Pai, fonte de tudo para todos, Ele virá dos Céus em Glória (visivelmente, Todo-Poderoso) para “julgar os vivos e os mortos” (no dia final da História do Mundo).

          Nós cremos no “Espírito Santo, Senhor e fonte de Vida, que procede do Pai e não do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória. Foi Ele que falou pelos profetas” (por Profetas, a Igreja entende os do Antigo Testamento e igualmente os Padres da Igreja, os Santos inspirados por Deus, os Santos Concílios Ecuménicos, até aos nossos dias).

          Nós cremos na “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”. Desde sempre, desde os Apóstolos até hoje, a IGREJA CATÓLICA E ORTODOXA viveu sob a forma “colegial”, à imagem e semelhança da Divina Trindade, donde a existência, em perfeita sintonia de Fé, de Igrejas canônicas e administrativas independentes, mas ligadas entre si pela mais estrita observância dogmática, sem nenhum outro Chefe Supremo e Infalível senão o Senhor Jesus Cristo.

          Nós, como Igreja Católica e Ortodoxa, fiel à Tradição milenar e doutrinal evangélica, não aceitamos uma “Primazia Universal” seja que Bispo for sobre todos os outros. Só o Senhor é Cabeça da Igreja e o Único Pastor Universal.

          Nós confessamos um só Baptismo para a remissão dos pecados e espera a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”.

          Deste fundamentos dogmáticos seguem-se algumas formas essenciais de ensinamento e piedade Ortodoxa: a Veneração da Virgem Santa Maria, toda Santa e toda Pura, obra prima da Criação, representante da humanidade transfigurada e Mãe do Filho de Deus.

          Para a Igreja Ela está acima dos Querubins e dos Serafins, pois, tendo nascido com pecado original, por sua vontade livre nunca pecou.

          A Veneração dos Santos, imagens de Deus, chegados pelos seus esforços e pela graça (vontade livre do homem aderente à vontade de Deus) à semelhança divina.

          A Veneração dos Sagrados Ícones, que nos leva, pela contemplação de uma imagem, ao objecto representado. Não se trata de uma representação imitativa, mas de uma de uma “significação”. O pintor de Ícones (imagens) não deve inventar (para respeitar a imagem significante tradicional) nem decalcar sobre outros já existentes (para respeitar a liberdade da arte e a sua diversidade).

          A veneração dos Ícones está ligada à esperança da transfiguração da natureza visível. O 2º Concílio de Nicéia (7º Santo Concílio Ecuménico) em 787, aprovou contra os Iconoclastas (destruidores de imagens) a veneração dos Sagrados Ícones que enraízam a sua existência no mistério da Encarnação, condenando toda a veneração a estátuas que imitassem a natureza visível (os rostos dos Santos) como idolatria.

 

SOMOS UMA IGREJA...

 

          Somos uma “Igreja” porque nos reunimos em – ecclesia – sob a direcção do clero, para celebrar a Santa Missa e os demais Santos Sacramentos na simplicidade da Igreja doméstica, na simplicidade e no calor humano, no amor e fraternidade de homens e de mulheres que se amam e se respeitam em Cristo, sem necessidade de basílicas e catedrais cheias de pompa e glória, onde o amor, a tolerância, a fraternidade e o respeito mutuo, dão lugar à mesquinhez, à intolerância e ao desrespeito pela intimidade e privacidade do outro, no seu direito à diferença e a viver segundo a sua condição.

Para o apóstolo Paulo a Igreja é um "corpo" do qual Cristo é a cabeça e os cristãos os membros. A palavra Igreja, vem do grego e quer dizer "assembléia do povo". Este termo foi escolhido pelos primeiros cristãos porque os romanos os consideravam uma seita e para não serem assim chamados escolheram o nome de Igreja.

A Igreja é, portanto o encontro da comunidade primitiva de cristãos que se consideravam iguais, unidos na mesma fé e no mesmo Deus. Não existiam ainda as divisões, era uma Igreja única.

 

SOMOS UMA IGREJA CATÓLICA...

 

Somos “Igreja Católica” porque professamos a fé cristã universal, considerando como seus verdadeiros irmãos em Cristo Jesus, todos os homens e mulheres que amam e respeitam a Cristo, independentemente de viverem coerentemente com a sua fé e de serem capazes de assumir ou não os valores do autêntico cristianismo na sua vida, aceitando-o como seu Deus e seu único Salvador, estando a sua doutrina base está assente nas directivas essenciais dos primeiros Sete Concílios Ecumênicos da Igreja, rejeitando qualquer ponto de doutrina que tenha sido acrescentado, mantendo-se fiel à Fé da Santa Igreja Indivisa.

 

SOMOS UMA IGREJA ORTODOXA...

 

Somos uma verdadeira e legítima Igreja, de Fé Católica - Ortodoxa, Canónica, porque seguimos os cânones da Santa Igreja Indivisa, e confessamos a mesma Fé que as Santas Igrejas Católicas e Ortodoxas. A nossa Teologia, a nossa Liturgia e os nossos Dogmas não diferem em nada dos das outras autênticas Igrejas Católicas e Ortodoxas existentes nos quatro cantos do Mundo, com o direito ás suas particularidades.

          O que dá verdadeira canonicidade às SANTAS IGREJAS CATÓLICAS E ORTODOXAS, é a aceitação dos Sete Primeiros Concílios Ecuménicos e o cumprimento dos seus cânones; a Confissão de uma mesma Fé; o Credo de Nicéia; a Comunhão dos Santos, entre eles o destaque que tem a Bem-aventurada Virgem Maria; o Sacramento da Sagrada Comunhão dado sob as duas espécies e a Sucessão Apostólica Episcopal válida e legitima.

 

SOMOS UMA IGREJA APOSTÓLICA E EPISCOPAL...

 

Somos “Igreja Apostólica e Episcopal” porque todos os Sacramentos são administrados por verdadeiros  BISPOS e Sacerdotes, validamente ordenados dentro duma autêntica Sucessão Apostólica Episcopal, sendo os mesmos Sacramentos válidos e lícitos.

 

SOMOS UMA IGREJA LUSO-HISPÂNICA...

 

Somos “Igreja Luso-Hispânica” porque nascemos em território português (ibérico), pela vontade de cristãos lusitanos em expandir a verdadeira fé cristã católica e ortodoxa, conquistando para Cristo todos aqueles que ainda o não conhecem ou dele têm uma visão deturpada.

 

SOMOS UMA IGREJA INDEPENDENTE...

 

Somos “Igreja Independente” porque
Não é difícil de compreender que o Espírito Santo sopra onde quer, age por sua própria sabedoria infinita, de maneira independente, soberanamente atuante naqueles que aceitam a vontade do Deus criador de todas as coisas. Aquele que acreditar que o Espírito Santo terminou a sua obra entre nós ou que se submeteu às decisões de alguma igreja institucional, engana-se totalmente, pois novas e muitas outras igrejas e comunidades de fé ainda surgirão até que o Senhor Omnipotente venha.

Somos um novo ramo, único na sua particularidade, dentro da Santa Igreja Universal, que respeita e honra todos os Patriarcados da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, embora não esteja submetida a qualquer autoridade patriarcal, nem tenha feito nada para estar a ela submetida, ou ter uma autorização específica de qualquer Patriarcado ou Arcebispado. Nascemos sem direitos e desprezados por tantos dos nossos irmãos, que duma forma ditatorial nos tentam desacreditar, que nos  querem “excomungar”, usando a velha arma política do tempo inquisitorial, tentando marcar o que é meramente rigorismo da lei, esquecendo que o Cristo a quem dizem servir e amar de todo o coração iniciou o seu ministério, reunindo um grupo de gente desprezível e da camada mais pobre e insignificante da sociedade, onde estavam os pescadores, os cobradores de impostos, prostitutas, homens depravados, avarentos , é necessário observar que a História Sagrada também nos diz, que foram estes homens e mulheres desprezíveis e inferiores da sociedade de então, que deixaram o tudo e o nada que tinham e não tinham, ao escutarem a Mensagem de Jesus, seguindo-o na totalidade das suas vidas, com o fardo da sua fragilidade humana tão propensa para o mal. Foram estes pobres e não os doutores da Lei e os sacerdotes do poder religioso instituído, grandes senhores do tempo de então, que o escutaram com ouvidos de sabedoria e generosidade de coração, prontos a dar a vida por Ele e pelo Evangelho, derramando o seu sangue pela salvação de muitos.

Em pleno século XXI, a sociedade traz novas possibilidades e novos desafios ao cristianismo. Existem cristãos que não foram felizes no seu primeiro matrimónio e que se separaram, voltaram a casar, procurando novamente a felicidade; existem os que usam meios contraceptivos, controlando assim a natalidade; existem os que optam por estilos de vida alternativos fora dos padrões da sociedade e das igrejas tradicionais “falsamente” conservadoras e morais; existem pais solteiros que foram obrigados a abandonar as suas famílias, em consequência dum acto mal pensado; existem adultos, jovens e velhos abandonados e discriminados pela sociedade que se diz cristã e seguidora de bons princípios morais, mas que se torna sarcástica e arrogante; existem gays e lésbicas que procuram ser reconhecidos e aceites na sua diferença, sem discriminação, condenação e castração, desejando que o seu amor seja abençoado pela Igreja, que diz colocar em prática os ensinamentos de Cristo, no amor e respeito pelo outro. Todos esses nossos irmãos buscam uma comunidade que aplique um ministério cristão com verdade e em justiça para a sua particularidade, que fomente a unidade através das diferentes expressões do amor de Deus, deixando de existir homens e mulheres que são expulsos e discriminados pelas suas igrejas, onde um ministério de amor e tolerância é inexistente, dando lugar aos rigorismos das leis e às interpretações literais em defesa dum código de moral público, que segundo a segundo é ignorado pelo pecado da hipocrisia e da mentira, em práticas escondidas que são de bradar aos céus.

Esta Santa Igreja Apostólica acolhe no seu seio todos aqueles que são rejeitados e banidos pela sociedade e pelas suas comunidades cristãs, acreditando que a graça e o amor de Cristo também podem reinar plenamente no seu coração, reinando já, se duma forma sincera aceitam Jesus Cristo como seu Salvador.

A Igreja de Cristo é com certeza seu mais precioso e verdadeiro sacramento, sinal de salvação, porta do céu e fruto de mútuo amor entre a criatura e o Criador.

Não é verdadeiro pensar que igrejas mais antigas possuem especiais e celestes privilégios negados às suas irmãs mais novas. Talvez grupos eclesiais mais recentes estejam mais perto de Deus exatamente por serem novos, livres dos erros e crimes do passado que não é simplesmente histórico, mas sangrento e vergonhoso. São igrejas menos comprometidas com o deus criado pelos homens e mais obedientes ao Deus que criou todos nós.

 
publicado por igrejacatolicaortodoxa às 13:39
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SUCESSÃO APOSTOLICA DE DOM ARMANDO

 

LINHA DE SUCESSÃO CATÓLICA ROMANA  DO ARCEBISPO  DOM ARMANDO
 

 

Cardeal SCIPIONE REBIBA.

Cardeal GIULIO ANTONIO SANTORIO a 12 de Março de 1566.

Cardeal GIROLAMO BERNERIO a 7 de Setembro de 1586.

Arcebispo GALEAZZO SANVITALE a 4 de Abril de 1604.

Cardeal LUDOVICO LUDOVISI a 7 de Maio de 1621.

Cardeal LUIGI CAETANI 12 de Junho de 1622.

Cardeal ULDERICO CARPEGNA a 7 de Outubro de 1630.

Cardeal PALUZZO PALUZZI ALTIERI DEGLI ALBERTONI a 2 de Maio de 1666.

Cardeal PIETRO FRANCESCO ORSINI DE GRAVINA a 3 de Fevereiro de 1675 (BENTO PP XIII).

Cardeal PROSPERO LORENZO LAMBERTINI a 16 de Julho de 1723 (BENTO PP XIV).

Cardeal CARLO DELLA TORRE REZZONICO a 19 de Março de 1743 (CLEMENTE PP XIII).

Cardeal BERNARDINO GIRAUD a 26 de Abril de 1767.

Cardeal ALESSANDRO MATTEI a 23 de Fevereiro de 1777.

Cardeal PIETRO FRANCESCUS GALEFFI 12 de Setembro de 1803.

Cardeal GIACOMO FILIPPO FRANSONI a 8 de Dezembro de 1822.

Cardeal CARLO SACCONI a 8 de Junho de 1851.

Cardeal EDUARD HENRY HOWARD a 30 de Junho de 1872.

Cardeal MARIANO RAMPOLLA MARCHESE DEL TINDARO a 8 de Dezembro de 1882.

Cardeal JOAQUIM ARCOVERDE DE ALBUQUERQUE CAVALCANTI a 26 de Outubro de 1890.

Cardeal SEBASTIÃO LEME DE SILVEIRA CINTRA a 4 de Junho de 1911.

Bispo  CARLOS DUARTE COSTA a 8 de Dezembro de 1924.
 
DOM MILTON CUNHA
Arcebispo Primaz do Brasil
DOM ARMANDO MONTEIRO
Arcebispo Primaz da Ibéria
publicado por igrejacatolicaortodoxa às 13:33
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PORQUE SOMOS VERDADEIROS CATÓLICOS E ORTODOXOS

A Igreja Católica Ortodoxa , professa a Fé Ortodoxa, que é a verdadeira doutrina pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo, e que foi transmitida pelos Santos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis, e zelosamente guardada na sua pureza natural pela Santa Ortodoxia através dos séculos.

A doutrina ortodoxa é certa e justa, sem reduções nem acréscimos, baseada nas Sagradas Escrituras, na Tradição Apostólica e nos Sete Concílios Ecuménicos. É essa a doutrina ensinada e pregada pela Santa Igreja Ortodoxa, assim como na Igreja Católica Ortodoxa  para glorificar a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Somos Ortodoxos, porque seguimos a Santa Ortodoxia, a doutrina que observa os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela Igreja Ortodoxa, embora sigamos um Rito Litúrgico Católico Ocidental.

A Igreja Católica Ortodoxa é a sociedade, baseada na fé dos doze Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e que vivem unidos pelos elos da Sã Doutrina, das Leis de Deus e da Hierarquia Eclesiástica divinamente instituída, assim como pela prática dos Santos Sacramentos.

A Igreja Católica Ortodoxa, como verdadeira Igreja Ortodoxa professa a Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e ensinada pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Terra Santa e nas cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta sã doutrina obedece aos mandamentos divinos, e procede de acordo com a vida da graça que Cristo Jesus nos legou pela sua morte e edificou pelos Santos Sacramentos da Igreja; acreditamos na vida eterna, observamos os ensinamentos dos Sete Concílios Ecuménicos e persistimos unidos aos pastores, bispos e demais sacerdotes católicos ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos.

A Igreja Católica Ortodoxa, reconhece como Chefe Único da Igreja, sem representantes ou embaixadores, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige, ensina, repreende e eleva. Ela é depositária da Sã Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a sua obra de amor e Salvação. Ela ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.

A Igreja Católica Ortodoxa, como verdadeira Igreja de Fé Ortodoxa, reúne as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja Cristã: É UNA, SANTA CATÓLICA E APOSTÓLICA. Durante vinte séculos, a Igreja Ortodoxa manteve inalteráveis os Santos Sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos pastores que são autênticos e legítimos Sucessores dos Apóstolos.

A designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correctamente a sã doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Conservou-se exemplarmente na doutrina, desde a pregação de Cristo, até aos nossos dias de hoje.

Deus, na sua infinita bondade e misericórdia prometeu à sua Igreja a assistência do Espírito Santo e a sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no erro nem falhar nos seus ensinamentos.

As fontes de onde se extrai a nossa Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

A Sagrada Escritura é a Sã Doutrina de Deus revelada ao género humano por intermédio dos Patriarcas, dos Profetas e dos Apóstolos, e está consignada no Antigo Testamento e no Novo Testamento.

Ao lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios desses homens santos, apesar dos séculos decorridos desde a data do registo dessas obras divinas.

O mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram, oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja Católica Ortodoxa. A razão do registo da Sagrada Escritura foi para conservar, de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.

A Santa Tradição Apostólica é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos concílios, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos Padres da Igreja.

Em resumo, A Tradição Apostólica encontra-se manifestada:

A - nos Sete Concílios Ecuménicos;

B - nas Obras Cristãs dos Santos Padres da Igreja;

C - no Símbolo dos Apóstolos;

D - no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;

E -  no Símbolo de Santo Anastácio;

F - na Liturgia da Igreja;

G - nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãs;

H -  nos livros simbólicos da Ortodoxia;

I - no magistério permanente da Igreja;

J - na legislação eclesiástica;

L - nos costumes e usos cristãos.

Mesmo que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir Santa Tradição Apostólica, que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina.

A diferença fundamental é a questão do dogma da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como Igreja de Fé Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição Apostólica.

Assim, a Santa Igreja Católica Ortodoxa, como verdadeira seguidora da Sã Ortodoxia, embora seguidora de um Rito Litúrgico Católico Ocidental, mantém as várias características da Igreja Ortodoxa Oriental:

1 - Só admite os Sete Primeiros Concílios Ecuménicos;

2 - Admite a procedência do Espírito Santo unicamente do Pai;

3 - Admite o mesmo valor como fonte de Revelação, á Sagrada Escritura e á Santa Tradição Apostólica;

4 - A consagração do pão e do vinho, no Corpo e Sangue de Jesus Cristo na Santa Missa, efectua-se pelo Prefácio, Palavras da         Instituição e Epiclese, num todo;

5 - Nega totalmente a infalibilidade de um Bispo, mas aceita-a como uma prerrogativa de toda a Igreja reunida em Concílio;

6 - Entende as decisões dum Concílio Ecuménico como superiores ás decisões dum Concílio particular, local ou mesmo de um Bispo;

7 - Os Bispos são todos iguais entre si, só reconhecendo ao Bispo de Roma uma primazia de honra e não uma supremacia sobre toda a Igreja Cristã;

8 - A Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, foi concebida em estado de pecado original, igual a todas as demais criaturas;

9 - Rejeitamos a agregação do "Filioque" no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;

10 - Negamos a existência do limbo e do purgatório;

11 - Não admitimos a existência de um juízo particular logo após a morte, mas sim, um só juízo universal;

12 - O Sacramento da Santa Unção pode ser administrado aos fiéis várias vezes, em casos de enfermidade, e não só na hora da morte ou da agonia;

13 - Não admitimos a existência de indulgências;

14 - No Sacramento do Matrimónio o ministro do Sacramento é o sacerdote e não os contraentes;

15 - Admitimos o divórcio em situações excepcionais ou por razões graves;

16 - Nos templos da Igreja só admitimos Ícones;

17 - Os Sacerdotes podem optar pelo celibato ou pelo matrimónio;

18 - O Baptismo é por imersão (excepcionalmente por aspersão);

19 - Admitimos o livre uso do pão com levedura para a celebração da Santa Missa;

20 - A Sagrada Comunhão é ordinariamente administrada sob as duas espécies de pão e de vinho (excepcionalmente só de pão ou só de vinho);

21 - No processo de canonização de um santo, o povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade;

22 - Admitimos ao Santo Crisma e á Sagrada Comunhão logo após a recepção do Santo Baptismo;

23 - No Sacramento da Reconciliação, o Sacerdote absolve em Nome de Deus, através do Ministério da Igreja, e não em seu próprio nome;

24 - Não admitimos o poder temporal da Igreja.

A Santa Igreja Católica Ortodoxa , tal como a Igreja Ortodoxa conserva os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem nenhuma alteração como aconteçeu com a Igreja Católica Apostólica Romana, em que os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados.

A Igreja Católica Ortodoxa , como verdadeira Igreja Ortodoxa, manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe: "Eu te exorto diante de Deus... que guardes este mandamento sem maculo nem repreensão até á vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo" (I: VI-13 e 14). "Timóteo! Guarda o que te foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a qual tendo alguns professado, se desviaram da fé" (I: VI-20 e 21). "Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do espírito santo que habita em nós" (II: I-13 e 14).

Os Patriarcas Ortodoxos Orientais que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica reconhece e venera como verdadeiros Patriarcas da Santa Igreja Ortodoxa, são os seguintes:

- O Santo Patriarca de Constantinopla que se intitula: "Arcebispo de Constantinopla, Nova Roma e Patriarca Ecuménico";

- O Santo Patriarca de Antioquia, que se intitula: "Patriarca de Antioquia, Cidade de Deus, Silicia, Ibéria, Síria, Arábia e de todo o Oriente, Pai dos Pais, Pastor dos Pastores, Décimo Terceiro Apóstolo";

- O Santo Patriarca de Alexandria, que tem o título de: "Pai e Pastor, Papa e Patriarca da Grande Cidade de Alexandria, Lábia, Pentápolis, Etiópia e de todas as terras do Egipto";

- O Santo Patriarca de Jerusalém, que se intitula: "Patriarca da Cidade Santa de Jerusalém e de toda a Palestina, Síria, Arábia, Tranjordânia, Caná da Galileia e do Santo Sião";

- O Santo Patriarca de Moscovo, que tem o título de: "Arcebispo da Grande Cidade de Moscovo e Patriarca de todas as Rússias";

- O Santo Patriarca Romeno, que se intitula: "Arcebispo e Metropolita da Hungria e Valâquia, Patriarca Romeno";

- O Santo Patriarca da Sérvia (Jugoslávia), que tem o título de: "Sua Santidade o Arcebispo de Pecht, Metropolita de Belgrado, Patriarca Sérvio".

- Venera e respeita igualmente o Santo Patriarca de Roma e Chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, que tem o título de: "Servo dos servos de Deus, Bispo de Roma e Patriarca do Ocidente".

Os fiéis da Igreja Católica Ortodoxa são verdadeiros Ortodoxos porque crêem exactamente no que os Apóstolos ensinaram e nas verdades que a Santa Ortodoxia ensina e que se encontram contidas no Credo Niceno-Constantinopolitano, onde se afirma:

Creio em um só Deus, Pai Omnipotente, Criador do Céu e da Terra, de tudo o que é visível e invisível; E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos dos séculos. Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não criado, consubstancial ao Pai, por quem foram feitas todas as coisas; que desceu dos Céus por causa de nós homens, e para nossa salvação; e encarnou pelo Espírito Santo, na Virgem Maria e se fez homem. E foi crucificado por nossa causa, sob o poder e Pôncio Pilatos, padeceu e foi sepultado. E ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E subiu aos Céus e sentou-se á direita do pai. E novamente virá com glória, para julgar os vivos e os mortos e cujo Reino não terá fim. E no Espírito Santo, Senhor Vivificante, que do Pai procede e que é com o pai e o filho adorado e glorificado, e que falou pelos Profetas; e em Uma Igreja, Santa, Católica e Apostólica; confesso, também, um só Baptismo para a remissão dos pecados; e espero a ressurreição dos mortos; e a vida do século futuro.
publicado por igrejacatolicaortodoxa às 13:24
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PORQUE SOMOS CATOLICOS ORTODOXOS

A IACO
IGREJA APOSTOLICA CATOLICA ORTODOXA foi fundada para a propagação do Cristianismo em toda a Península Ibérica, e com possíveis ramificações em outros países e continentes, que se separa de todas as Igrejas Institucionais existentes que, pelos muitos erros, que algumas têm cometido ao longo dos anos, quase desde o momento em que nasceram, trocando em muitos momentos a beleza dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sua simplicidade, humildade, pobreza e amor ao próximo, por uma instituição altamente ditatorial e intolerante, onde impera a pompa e o absolutismo, com o prejuízo do verdadeiro Cristianismo, que se encontra nos humildes, nos operários, nas prostitutas e prostitutos, nos doentes, nos marginalizados, discriminados e mal amados por esta sociedade injusta e imoral, verdadeiros e legítimos representantes de Jesus Cristo, o Profeta de Nazaré, Filho Unigénito de Deus.

 
 A IACO  tem por estrutura os ensinamentos bíblicos do Antigo e Novo Testamento.

 

 A IACO nasce como as Igrejas dos primeiros séculos do Cristianismo, que eram nada mais do que Igrejas Nacionais, que viviam e se desenvolviam com autonomia completa, sem vassalagem ao Bispo de Roma ou ao Patriarca de Constantinopla, ou a qualquer outro Patriarca, Metropolita, Arcebispo ou Primaz. Como escreveu Tertuliano: "As nossas numerosas Igrejas reputam-se todas à mesma Igreja, a primeira de todas fundada pelos Santos Apóstolos de Jesus Cristo e Mãe de todas as demais. São todas apostólicas e, juntas, não vêem a ser mais do que uma só, pela comunicação da paz, pelo mútuo tratamento de irmãos, pelos vínculos de hospitalidade que unem a todos os fiéis".

 

A IACO  e os seus membros de pleno direito, firmam-se e crescem na sua fé em Jesus Cristo, sem medo de "falsas excomunhões" e de "condenações sem fim", por parte de alguns dos seus irmãos na mesma fé em Cristo Jesus, que ainda se deliciam em usar em pleno séc. XX, a arma unicamente política da Idade Média, esquecendo-se totalmente da "Carta Magna Evangélica" do Sermão da Montanha.

Nascemos pela nossa fé em Cristo e na certeza de que somos filhos de Deus e que como tal desejamos viver, crescer e morrer, sem medo que nos vomitem o seu ódio, por não continuarmos submetidos á sua vontade e à sua ditadura anti-cristã, déspota e discriminatória.

 

A IACO  nasce com a certeza de que toda a espécie de fraqueza, miséria, humildemente reconhecida e confessada, atrairá sobre a Santa Igreja a compaixão e a misericórdia de Deus, ao passo que o orgulho excitará à indignação e condenação de Deus.

 

Acreditamos firmemente que não é possível que o mundo leve a sério as organizações de falsários e mistificadores que, século após século, vêm mentindo e enganando os cristãos e a humanidade. O sangue dos nossos irmãos, não permite que os cristãos e a humanidade sejam sufocados constantemente, acorrentados e aprisionados por homens que representam no momento os sacerdotes da Antiga Lei, os mesmos da crucifixão de Jesus Cristo. Aqueles que foram redimidos por Cristo Jesus e nos redimiram com o seu sangue nos campos de combate, vítimas daqueles que se diziam representantes de Jesus Cristo na terra, não permitem que sejamos covardes numa hora destas, que devemos restaurar a nossa Fé Católica Ortodoxa.

 

Acreditamos que as instituições humanas e "divinas" que nos condenam, acusam e excomungam, assim procedem porque os seus representantes, os hierarcas e chefes máximos, papas e primazes, têm vindo a colocar através dos séculos os seus interesses pessoais, políticos e sobretudo económicos, acima dos interesses da comunidade cristã e dos cidadãos em geral, colocando-se como déspotas e autocratas, seguindo uma postura e comportamento, em tudo contrário aos ensinamentos de Jesus, de quem se intitulam únicos representantes e vigários. A Igreja de Cristo não é dirigida por homens que se esquecem do carácter sobrenatural da sua missão na terra, e muito menos por aqueles que afirmam nas Eucaristias que os dons de Deus são distribuídos consoante o dinheiro que é oferecido á Igreja. Os dons de Deus não se vendem.

 

Acreditamos que a Igreja de Jesus Cristo na terra, não pode ser uma Igreja do poder e do domínio, da burocracia e da discriminação, da marginalização, da repressão e da inquisição.

 

Acreditamos que a aliança de Deus com os homens, os pobres e os humildes, está em contradição com a arrogância, de qualquer espécie de poder que condena e elimina o inocente porque é incómodo.

 

Acreditamos e temos consciência de que, os originais, os espontâneos, os não conformistas, os inflexíveis perante as humilhações, os lineares e indomáveis capazes de desmascarar compromissos sibilinos e condicionamentos opressores, oportunismos indignos e servilismos despropositados, ficam por vezes isolados, são progressivamente marginalizados, e depois descredibilizados, expulsos e escarnecidos, suspeitos e obrigados a sofrer inúmeras frustrações com origem em atordoadas e insinuações gravosas cozinhadas nas suas costas.

 

Acreditamos que a unidade do Espírito Santo exige não a uniformidade, mas a diversidade, permanecendo cada um com a sua própria personalidade em benefício de todos. Na dinâmica desta troca se constrói e cresce a Santa Igreja de Jesus Cristo para proveito comum.

 

Acreditamos que a moral não é uma coisa estática; é um processo no qual valores passados são testados de novo, postos à prova em contextos de vida diferentes. Por vezes, estes valores éticos são repensados à luz da experiência de vida contemporânea, revelam-se como não plenamente adequados e por conseguinte, carecem de ser re-adaptados à autenticidade da mensagem de Cristo que, não sendo nunca estática, é sempre e sempre, original.

 

Acreditamos plenamente no que afirma São Bernardo, quando escreve: "o zelo de muitos e muitos eclesiásticos serve apenas para garantir o seu lugar. Tudo é feito em razão da carreira, nada ou bem pouco em função da santidade. Se quisesse tentar evitar redundâncias e ser mais directo dizia: «Por favor, isto não é conveniente, não está conforme aos tempos, não é adequado à vossa grandeza; tende em conta a dignidade da vossa própria pessoa»."

 
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Domingo, 2 de Março de 2008

O EXORCISMO QUE CURA A ALMA

O EXORCISMO QUE CURA A ALMA O Exorcista é por norma um bispo,que enriquecido com os dons carismáticos que Cristo concedeu aos apostolos e por mandato deste e no nome do Pai,filho e Espírito Santo,faz uma oração especial na qual,na forma Imperativa,ordena a Satanás e aos espiritos tenebrosos para sairem do corpo de uma pessoa, lugar, casa ou coisa. O exorcista não toca no corpo da pessoa a não ser com a estola e a santa cruz na cabeça. utiliza agua benta,os santos óleos e o incenso próprio para o exorcismo. Os sintomas da pessoa que necessita de exorcismo são: aversão ao sagrado,não gostar de entrar na igreja, bocejos irrefreáveis e ataques de sono, assim como emite arrotos e vómitos especialmente quando reza.Sensibilidade á agua benta,reações violentas embora normalmente a pessoa seja pacifica,blasfemar,pode mudar a voz ouvir sons estranhos, sentir presenças. A cura se alcança sempre embora varie o tempo que demora. Depois da cura é necessário viver em graça,fazendo uma boa confissão,viver a Eucaristia com a comunhão dentro da missa e a adoração do Santissimo Sacramento. Local onde se realiza SANTUARIO DE NOSSA SENHORA DAS LAGRIMAS E APARECIDA Rua das Canastras,26- Lisboa* tel. 218870037
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EXORCISMO DE EXPULSÃO

EXORCISMO DE EXPULSÃO EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975 Contra: Akabor, demônio do Coro dos Tronos (A) Allida, demônio do Coro dos Arcanjos (AL) Em todos os exorcismos, os preparativos eram intensos e compreendiam orações especiais do ritual Romano, consagrações, Salmos prescritos, o Rosário, Ladaínhas, Exorcismos, etc... Os Sacerdotes exorcizam demônios previamente identificados. Exorcista (E): Demônio Akabor, nós, Sacerdotes, representantes de Cristo, ordenamos-te, em nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cincos Chagas, das catorze estações da Via Sacra, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição, de Lurdes, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, de Nossa Senhora da Grande Vitória de Wigratzbal, das Sete Dores de Maria, de São Miguel Arcanjo, dos nove Coros Angélicos, do Anjo da Guarda desta mulher, de São José terror dos espíritos malignos; dos Santos Padroeiros desta mulher, de todos os Santos Anjos de Guarda e Anjos dos Sacerdotes, de todos os Santos do Céu, especialmente de todos os Santos Exorcistas, do Santo Cura d'Ars, de São Bento, dos servos e servas de Deus, Padre Pio, Teresa de Konnersreuth, Catarina Emmerich, de todas as Almas do Purgatório, e em nome do Papa Paulo VI, ordenamos-te, então, Akabor, como Sacerdotes de Deus, em nome de todos os Santos que acabamos de invocar, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, volta para o inferno.* * Estas invocações e outras foram constantes e repelidas. Para facilitar a leitura, suprimiram-se, ressalvando-se, no entanto, que os Sacerdotes sempre as fizeram, insistindo nas que se revelaram como mais eficazes. O INFERNO É HORRÍVEL A - Tenho ainda que falar... E - Diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição(...).A - Sim, em seu nome, e em nome dos Tronos de onde venho, tenho ainda que falar. Eu estava nos Tronos. Eu, Akabor, tenho que dizer (respira ofegantemente e grita com uma voz horrível) como o inferno é horrível. É muito mais horrível do que se pensa. A Justiça de Deus é terrível; terrível é a Justiça de Deus! (grita e geme). E - Continua a dizer a verdade, em nome da Santíssima Trindade (...) diz o que Deus te ordena. A - O inferno é bem pior do que a primeira vista e superficialmente poderíeis pensar; a justiça... e naturalmente também a Misericórdia estão lá, mas é preciso muita confiança, é preciso rezar muito, é necessária a confissão, tudo é necessário. Não se deve condescender facilmente com os modernismos. O Papa é que diz a verdade. E - Continua, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição! Continua em nome dos Santos Tronos! Continua! A JUVENTUDE É ENGANADA A - Os lobos estão agora... E - Diz a verdade, só a verdade, em nome (...). A - Os lobos estão agora no meio de vós, mesmo no meio dos bons. E - Diz a verdade, só a verdade! Nós te ordenamos em nome (...). A - Como já disse, tomam a forma de Bispos e Cardeais. E - Continua a dizer a verdade, em nome (...). A - Digo isto bem contra a minha vontade. Tudo o que digo é contra a minha vontade. Mesmo a juventude... a juventude é enganada. Pensa que poderá com algumas... E - Diz a verdade, em nome (...), tu não podes mentir! A - Com algumas obras caritativas alcançar o Céu, mas não pode, não! Nunca! E - Continua a dizer a verdade, em nome dos Santos Tronos, a verdade total em nome (...). A - Os jovens devem, embora me custe muito tenho que dizer... E - Continua a dizer a verdade em nome da Santíssima Trindade! Tens de dizê-la, em nome (...). COMUNHÃO NA BOCA A - ...Devem receber convenientemente os sacramentos... fazer uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes “Senhor eu não sou digno”, e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão. E - Diz só a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição... A - Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai! E - Nós te ordenamos, em nome (...) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total; tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te! A - Ela (aponta para cima) quer que eu diga... E - Diz a verdade, em nome (...). A - Ela quer que eu diga... que se Ela, a grande Senhora, ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem). E - Em nome da Santíssima Virgem (...) diz a verdade! A - Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa, dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais. E - Em nome (...) diz a verdade! A - Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas. E - Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir, em nome (...). A - Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus. E - Continua a dizer a verdade, em nome (...). O CULTO À SANTÍSSIMA VIRGEM A - Os jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-La. Devem... devem reconhecer a Santíssima Virgem e não viver segundo o espírito dos inovadores. Não devem aceitar absolutamente nada deles (grita cheio de fúria). Eles é que são lobos. A esses, já os temos, já os temos bem seguros. E - Continua, diz a verdade, em nome (...). A - Os jovens, atualmente, crêem que realizam coisas maravilhosas quando fazem algumas obras caritativas e se reúnem uns com os outros. Mas isso não é muito. É até fácil, quando simpatizam uns com os outros, mas só isso não é nada. É preciso que os jovens façam sacrifícios, que adquiram espírito de renúncia, é preciso que rezem. Devem freqüentar os Sacramentos, devem freqüentá-los ao menos uma vez por mês. Mas a oração e o sofrimento são também importantes. Antes de tudo isto, tenho ainda que dizer... E - Continua a dizer a verdade, em nome (...), diz o que a Santíssima Virgem te ordena! IMITAÇÃO DE CRISTO A - ...antes disto tenho que dizer que o mundo de hoje, mesmo o mundo católico, esqueceu por completo esta verdade: é preciso sofrer pelos outros. Caiu no esquecimento que todos vós formais o Corpo Místico de Cristo e que deveis todos sofrer uns pelos outros (chora como um miserável e geme como um cão). Cristo não realizou tudo na Cruz. Abriu-vos as portas do Céu, mas os homens devem reparar uns pelos outros. As seitas bem dizem que Cristo fez tudo, mas isso não corresponde à verdade. A Paixão de Cristo continua; em Seu Nome, ela continuará até ao fim do mundo (resmunga). SENTIDO DO SOFRIMENTO E - Continua, em nome da Santíssima Virgem, diz o que Ela manda que digas. A - É preciso que ela (a Paixão de Cristo) continue. Têm que sofrer uns pelos outros e oferecer os sofrimentos em união com a Cruz e os sofrimentos de Cristo. Deve-se sofrer em união com a Santíssima Virgem e com todas as renúncias que Ela suportou durante a Sua vida, unir os próprios sofrimentos, nos horríveis sofrimentos de Cristo na Cruz e na Sua Agonia, no Jardim das Oliveiras. Esses sofrimentos foram mais terríveis do que aquilo que os homens poderão pensar. Cristo, no Jardim das Oliveiras, não sofreu apenas como podereis talvez pensar. Ele foi esmagado pela Justiça de Deus, como se Ele próprio tivesse sido o maior dos pecadores, como se estivesse condenado ao inferno. Teve que sofrer por vós, homens; de contrário, não teríeis sido salvos. Teve de suportar os mais terríveis sofrimentos a ponto de pensar que iria para o inferno. Os sofrimentos foram então tão fortes que Ele se sentiu completamente abandonado pelo Pai Celeste, Suou Sangue, porque se sentiu totalmente perdido para o Pai e abandonado por Ele. Sentiu-se esmagado como se fosse um dos maiores pecadores. Eis o que Ele fez por vós, e vós deveis imitá-Lo. Estes sofrimentos têm um valor imenso. Esses sofrimentos, esses momentos obscuros, esses terríveis abandonos, quando se está convencido de que tudo está perdido, e que o melhor é pôr termo à vida. Eu não quero dizer mais, não...(respira com grande dificuldade). E - Continua a dizer a verdade, em nome (...). A - é precisamente quando se sofre assim, quando tudo parece estar perdido, quando a pessoa se julga totalmente abandonada por Deus, quando crê ser a mais miserável das criaturas, é então que Deus pode meter a Sua Mão no jogo. Estes sofrimentos, estes horríveis e tenebrosos sofrimentos, são os mais valiosos (lança gritos e uivos terríveis) que existem. Mas é precisamente isto que a juventude desconhece. A maioria dos jovens ignoram-no e é aí que reside o nosso trunfo. ACEITAÇÃO DO SOFRIMENTO E - Continua a dizer a verdade, em nome (...). A - Muitos, a maioria, suicídam-se quando se crêem abandonados por Deus e pensam ser as criaturas mais miseráveis. Por mais escura que seja a noite, Deus esta próximo deles, embora eles já não O sintam! Deus está então como se já não estivesse. De facto, momentaneamente, a sua presença deixa de lhes ser perceptível, mas apesar disso devem imitar os sofrimentos de Cristo, sobretudo os que Ele chamou a sofrer muito. Há muitos que, então, pensam que já não são normais a maior parte é -o e então capitulam, capitulam muito mais facilmente. Pensam então que têm que se suicidar, porque já ninguém os compreende. É o nosso triunfo. A maioria vai para o Céu, mas apesar disso, é o nosso triunfo, porque... E - Continua em nome (...). A - Não cumpriram a sua missão, deveriam ter continuado a viver. E - Continua em nome (...). A - No mundo de hoje há cruzes extremamente pesadas. É Ela que o manda dizer (aponta para cima). Essas cruzes são muitas vezes mal suportadas. Cruzes visíveis, como o cancro, defeitos físicos ou outras enfermidades, são muitas vezes mais fáceis de suportar que as angústias ou noites do espírito que muitas pessoas têm de agüentar actualmente. Ela, lá em cima (aponta para cima), manda dizer o que já uma vez transmitiu através duma alma privilegiada: “Eu enviarei aos meus filhos sofrimentos tão grandes e profundos como o mar.”* Esses a quem foram destinadas cruzes tão pesadas - alguns são escolhidos de há muito - não devem desesperar. E - Em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, diz Akabor, o que a Santíssima Virgem te manda transmitir! A - Estas cruzes que acabo de referir, são cruzes que parecem inúteis e absurdas. Podem levar ao desespero. Muitas vezes, parecem impossíveis de suportar, mas são essas as mais preciosas. Eu, Akabor, quero ainda acrescentar: Ela (aponta para o alto) quer gritar a todos esses que carregam uma Cruz: “Coragem! Não desanimeis!” Na Cruz está a salvação, na Cruz está a vitória. A Cruz é mais forte que a guerra. E - Continua em nome (...). * Trata-se aqui da mensagem de Marienfried, dada na Alemanha em 1945. Cfr. o livro “A Paz de Maria” das edições ACTIC, que apresenta essas Mensagens. O MODERNISMO A - O modernismo é falso. É preciso virar as costas ao modernismo. É obra nossa, vem do inferno. Mesmo os Sacerdotes que difundem o modernismo nem sequer estão de acordo entre si. Ninguém está de acordo. Só este sinal vos deveria bastar. E - Continua, em nome da Imaculada Conceição! Diz a verdade, em nome (...). A - O Papa é atormentado pelos seus Cardeais, pelos seus próprios Cardeais... está rodeado de lobos. E - Diz a verdade em nome (...). A - Se não fosse assim, poderia dizer mais, mas ele está como que paralisado. Já não pode fazer muito; agora, já não pode fazer muito. Deveis rezar muito ao Espírito Santo, rezar agora e sempre ao Espírito Santo. Então, compreendereis no mais profundo de vós mesmos o que é preciso fazer. Aconteça o que acontecer, não vacileis na vossa antiga fé. Devo dizer que este Segundo Concílio do Vaticano não foi tão bom como se pensa. Em parte, foi obra do inferno. E - Diz a verdade, em nome (...). A SANTA MISSA: “POR MUITOS” A - Sem dúvida, que havia certas coisas que precisavam de ser mudadas, mas a maior parte, não. Acreditai-me! Na Liturgia não havia praticamente nada que necessitasse de ser mudado. Mesmo as leituras e o próprio Evangelho não deviam ser lidos em línguas nacionais. Era bem melhor que a Santa Missa fosse celebrada em latim. Considerai por exemplo, a Consagração; basta a Consagração, é típico. Na Consagração empregam-se as palavras: “Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós.” e, em seguida, diz-se “Este é o Meu Sangue que será derramado por vós e por muitos.” Foram estas as palavras de Cristo. E - Não é correcto dizer “por todos?” Diz a verdade, em nome (...) A - Claro que não! As traduções nem sempre são exactas e esse é sobretudo o caso de “por todos.” Não se deve e não se pode dizer “por todos”; deve dizer-se “por muitos.” Se o texto não está correcto, já não encerra a plenitude de graças. Claro que a Santa Missa continua a ser válida, mas o canal de graças corre agora parcimoniosamente. E a Consagração já não acarreta tantas graças como quando o Sacerdote a pronunciava convenientemente, de acordo com a Tradição Antiga e com a vontade de Deus. É preciso dizer-se “por vós e por muitos”,* tal como Cristo disse. E - Então não é verdade que Cristo tenha derramado o Seu Sangue, por todos? Diz a verdade, em nome (...). A - Não. Ele bem desejou derramá-lO por todos, mas de facto ele não foi derramado por todos. E - Por que muitos O recusaram? Diz a verdade, em nome (...) A - Exactamente. Assim, Ele não derramou o Seu Sangue por todos, pois não O derramou por nós, os do inferno.** E - Diz a verdade, em nome (...). A - O novo ordinário da Missa - os Bispos mudaram a Missa Tridentina - a nova Missa, não corresponde exactamente à vontade d'Eles, lá em cima (aponta para cima). E - Que é isso de Missa Tridentina? É a Antiga Missa prescrita pelo Papa São Pio V? Diz a verdade, em nome (...). A - É a melhor que existe, é a Missa-tipo, a verdadeira e a boa Missa (geme).*** E - Akabor, diz a verdade, em nome e sob as ordens da Santíssima Virgem! Nós ordenamos-te que digas tudo o que Ela te encarregou de dizer! A - Tudo o que disse foi contra a minha vontade, mas a isso fui obrigado. Foi Ela, lá em cima (aponta para cima) que me forçou (rosna). E - Tens ainda alguma coisa a acrescentar, em nome (...). Fala, e intimamos-te a dizer a verdade! * Na Missa de Paulo VI, em Latim conservou-se a formula correcta. De facto, aí se diz: “ Pro multi”, ou seja por muitos. As traduções, inclusivamente a portuguesa, atraiçoaram o texto e puseram uma palavra inexistente: “ por todos.” ** De certo Cristo teria resgatado os demônios, se isso tivesse sido possível. Não sendo esse o caso, é evidente que o Seu Sangue não foi derramado pelos demônios. Em principio, a Redenção de Cristo destinava-se a todos os homens, mas na prática estava limitada pela sua liberdade de recusa. Assim o Sangue de Cristo não aproveitou àqueles que O recusaram, deste modo e por sua culpa, foram condenados no inferno, onde partilham do destino irrevogável dos demônios. *** A celebração desta Missa de São Pio V foi autorizada pela Santa Sé num documento assinado por João Paulo II. O ECUMENISMO A - Na época que atravessamos não se deve obedecer a Bispos modernistas. Vivemos na época a que Cristo se referiu, dizendo: “ Surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas” (Mc.13-22). São eles os falsos profetas! Já não se pode acreditar neles; em breve, já ninguém os poderá acreditar, porque ele... porque eles... aceitaram excessivas novidades. Nós estamos neles, nós, os lá de baixo (aponta para baixo), é que os incitamos. Muito tempo passámos em deliberações, para ver como destruir a Missa Católica. Já Catarina Emmerich, há mais de cem anos, dizia: “ Foi em Roma...” Numa visão, ela viu Roma, o Vaticano. Viu o Vaticano rodeado por um fosso profundíssimo, e do outro lado do fosso estavam os descrentes. No centro de Roma, no Vaticano, encontravam-se os Católicos. Estes atiravam para esse fosso profundo os seus altares, as suas imagens, as suas relíquias, quase tudo, até o fosso ficar quase cheio. Essa situação... esses tempos, vivemô-los agora (grita com uma voz medonha). Então, quando o fosso ficou cheio, os membros das outras religiões puderam realmente atravessá-lo. Atravessaram-no, olharam para dentro do Vaticano, e viram como os católicos de hoje, a Missa moderna, pouco tinha para lhes oferecer. Abanaram a cabeça, voltaram as costas e foram-se. E muitos de entre vós, católicos, são suficientemente estúpidos para ir ao encontro deles. Mas eles não dão um passo na vossa direcção. Quero ainda acrescentar mais qualquer coisa. E - Diz a verdade, em nome (...). A LITURGIA A - Na Missa Tridentina fazia-se o Sinal da Cruz trinta e três vezes, mas agora faz-se muito menos vezes: duas, três, quando tudo vai pelo melhor. E na última, na benção final, já não é necessário ajoelhar (grita e chora de desespero). Podereis imaginar como nós ajoelharíamos ... como nós cairíamos de joelhos, se porventura pudéssemos? (geme e chora). E - É correcto fazer o Sinal da Cruz trinta e três vezes, durante a Santa Missa? Diz a verdade, em nome (...). A - Não é só correcto, como também obrigatório. É que assim nós não conseguiríamos ficar, pois seriamos obrigados a fugir da Igreja. Mas, assim, ficamos. Devia também restabelecer-se a cerimônia da aspersão. A aspersão com água benta obriga-nos a fugir e o mesmo se passa com o incenso. Era também preciso voltar a queimar-se incenso. Era bom que depois da Santa Missa se recitasse a Oração a S. Miguel Arcanjo, três Ave-Marias e a Salve Rainha. E - Diz a verdade, diz o que tens a dizer, em nome (...). A - Os leigos não devem dar a Sagrada Comunhão (dá gritos horríveis), de modo nenhum!! Nem sequer as religiosas. Nunca! Pensais que Cristo teria confiado essa missão aos Apóstolos, se as mulheres e os leigos também o pudessem fazer (geme)? Sou obrigado a dizer isto! Allida, ouviste Allida, ouviste o que me obrigaram a dizer? Allida, tu também podes falar! (O outro responde encolerizado: Fala tu!) E - Já acabaste Akabor, em nome (...) disseste tudo, disseste toda verdade? A - Ela, lá em cima (aponta para o alto), não permite que eu seja atormentado pelo velho (lúcifer), porque eu sou obrigado a dizer estas coisas por vós e pela Igreja. Ela não o permite... e ainda bem! Mas isto não é bom para os lá debaixo (aponta para baixo), não é bom para nós (grita e geme). E - Em nome da Santíssima Virgem, continua. Tens ainda alguma coisa a dizer? Pelo poder dos Santos Tronos, teus antigos companheiros, tens alguma coisa a acrescentar? (Após sete horas de oração e seis horas de exorcismo sem beber nem comer, algumas das pessoas presentes sentem-se fatigadas). A - Podeis ir-vos embora. Ficaremos contentes, se vos fordes. Ficaremos contentes. Ide-vos! E - Continua a falar! Em nome da Santíssima Virgem fala! Diz o que Ela te ordena, em nome (...). A - Porque disse tudo isso, porque fui obrigado a dizê-lo. Ela concede-me ainda uns momentos. Tens que recitar três vezes: “ Santo, Santo, Santo...”. (As pessoas presentes recitam a oração). E - Em nome da Rosa Mística..., Akabor, diz o que a Santíssima Virgem te encarregou de dizer! A - Ela encarregou-me de dizer o que eu fui obrigado a dizer e o que disse. Tudo o que revelei, foi contra a minha vontade (chora despeitado). E - Em nome..., disseste tudo? A - Sim! EXPULSÃO DE AKABOR E - Nós te ordenamos agora, Akabor, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, da Santíssima Virgem Maria, do Coração Imaculado de Maria, dos Santos Arcanjos, dos Coros Angélicos, que digas se nos revelastes tudo o que o Céu te tinha mandado dizer! Diz a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue! A - Se ele tivesse sido também derramado por nós, teríamos sido homens. Mas nós não éramos homens. Se fossemos homens, não teríamos sido tão estúpidos. No fundo, ainda tendes mais sorte que nós... A - Isso não é possível...! E - Akabor, vai-te em nome (...)! O teu discurso acabou, a tua missão está cumprida. Grita o teu nome e volta para o inferno! A - Não sou obrigado a ir já. Ela ainda me permite um certo tempo. E - Tem que sair outro demônio contigo? A - Não! Eu, Akabor, tenho de ir primeiro, mas tendes que rezar ainda sete Ave-Marias em honra das 7 Dores de Maria. É sob as suas ordens (aponta para o alto) que eu as vou dizer: 1ª - A primeira, pela sua dor na profecia de Simeão: “Uma espada de dor te trespassara o coração.” 2ª - Depois, a fuga para o Egito, considerando as lágrimas e os tormentos que Ela então sofreu. 3ª - Perda do Menino Jesus no Templo: imaginemos a angústia que Ela padeceu, pois que Ele era o Filho de Deus. 4ª - Ela encontra Jesus no caminho do Calvário; a humilhação em que Ela viu o Seu Filho. 5ª - A horrível, a mais horrível dor: na Crucificação e morte na Cruz. Quanto Ela não padeceu: lágrimas, angústias, desânimo. 6ª - A descida da Cruz: Aquele Corpo horrivelmente desfigurado, que em conjunto levaram para o túmulo. Em que estado de espírito não terá Ela assistido a tudo isto. 7ª - Finalmente, a deposição no túmulo. A Sua Dor imensa, a sua tristeza. Ela sofreu horrivelmente. (Terminadas as orações, grita com uma voz cheia de ódio): A - Agora, três vezes:“Santo, Santo, Santo,...” (as pessoas presentes recitam-o E - Em nome da Santíssima Trindade (...), em seu nome, deves agora voltar para sempre para o inferno, Akabor! A - (geme e grita com uma voz terrível): Sim...! E - Em nome (...) grita o teu nome e vai-te para o inferno! Vai-te em nome dos teus antigos companheiros, os Santos Tronos que servem a Deus. Tu nunca serviste a Deus! A - (gemendo): Eu bem queria servir a Deus, mas lúcifer não o quis. E - Tens que te ir agora. Nós, Sacerdotes, te ordenamos em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Tens de te ir embora, em nome do Coração de Maria e em nome das Sete Dores de Maria. A - (grita como louco, cheio de desespero). E - Em nome (...) vai para o inferno! Grita o teu nome! A - A-KA-BOR (grita o nome chorando). A-KA-BOR!! E - Vai para o inferno e não voltes mais, nunca mais, em nome (...). AL - Agora, é Allida quem fala. E - Em nome da Santíssima Trindade, nós te ordenamos, que nos diga Allida, se Akabor partiu. AL - Ele cá já não está. Partiu. Lúcifer e a sua pandilha vieram buscá-lo
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Sábado, 1 de Março de 2008

EXORCISMO E PSICOLOGIA

O EXORCISMO É UM CONJUNTO DE ORAÇÕES E RITOS QUE PROVOCA A LIMPEZA DO NOSSO ESPIRITO. Nós temos o Corpo Físico e o espiritual, se o espírito está doente(denso), o nosso corpo físico é atingido perdendo energia e perdendo imunidade contra as doenças, O QUE LEVA A QUE ESTAS SE DESENVOLVÃO. A falta de energia é responsável por distúrbios tais como a depressão, arrotos,ansias,vómitos,ódio ao sagrado, sentir-se mal dentro da igreja, peso na cabeça, dores nas costas e vários órgãos e até a falta de vontade de viver. Ao limpar o corpo Espiritual da sua energia negativa, o corpo físico também se limpa, atraindo a cura para as suas manifestações doentias. O EXORCISMO, Limpa o espírito e lhe devolve a energia originalmente PURA, O que provoca um bem estar geral e eventualmente o regredir de algumas doenças. Para esta limpeza se usa além dos trintários de missas, as essências de plantas 100% puras que alinhando os plexos de energia como o Sacerdote indicar. Só um bispo da Santa Madre Igreja pode autorizar a que seja realizado o EXORCISMO, após uma consulta de Teologia. Principais sintomas de Problemas Espirituais ANSIEDADE, ATAQUES DE PÂNICO,CANSAÇO E FALTA DE ENERGIA,DEPRESSÕES,DOENÇAS FÍSICAS OU PSIQUICAS, FALTA DE SONO,FOBIAS, MAL ESTAR GENERALIZADO, MEDOS, MUDANÇAS DE HUMOR, OUVIR VOZES, VER VULTOS,PRESSÃO NO PEITO, PERDAS DE FAMILIARES OU AMIGOS, STRESS, TRISTEZA, IDEIAS DE SUICIDIO, CANCRO, EPILEPSIA . ********************************************************* SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS E APARECIDA Telefone: 218870037 * 968055671 Rua das canastras, 26(entrada pelo arco escuro - rua dos bacalhoeiros LISBOA
publicado por igrejacatolicaortodoxa às 14:57
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