Quarta-feira, 5 de Março de 2008

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO 2

Semana Santa

e Páscoa em Jerusalém

(pelo monge Parthenius).

Para os cristãos a festa maior estava próxima. O tempo de alegria e tristeza aproximava-se. Nós nos alegrávamos por isto, pois receberíamos a mais radiante festa da Santa Páscoa na Cidade Santa de Jerusalém. Contudo nos entristecíamos de coração, pois a hora de todos partirmos se aproximava. Vivemos juntos por 6 meses e nos conhecemos uns aos outros. Porém mais de tudo nós temíamos por aqueles amargos momentos quando iríamos deixar a Cidade Santa de Jerusalém, o Santo Sepulcro de Cristo e outros lugares Santos. Viemos para nossos aposentos, jantamos, repousamos e então fomos passar a noite na Igreja da Ressurreição. As matinais da Terça-feira foram solenes; a Liturgia matinal foi realizada na Sepultura de Cristo; um bispo atuou como proto-celebrante e havia muitos comungantes na Liturgia.

A última Liturgia foi no Patriarcado; o próprio Patriarca ministrou. A lavagem dos pés foi feita diante das Portas Sagradas da Igreja da Ressurreição. Lá havia uma plataforma com 3 degraus; ao redor havia grades (cercas) e nas grades, apoiavam-se colunas. Havia enormes velas nas colunas. A plataforma era acarpetada. No centro estava uma mesa dourada, e ao longo dela 12 cadeiras. Na parede, na direção do leste foram pendurados ícones e em frente a eles velas queimavam; nesta parede foi erguido um trono para a leitura do Evangelho. Centenas de soldados vieram e se postaram em volta do trono. No Mosteiro de São Abraão, nos templos de Getsemani, no Mosteiro Patriarcal e na Igreja do Santo Sepulcro havia enormes multidões de pessoas. Estávamos na Igreja do Santo Sepulcro. Vimos o Patriarca saindo do Mosteiro Patriarcal em toda sua vestimenta, acompanhado pelos bispos e 12 padres. Em frente a eles havia 12 meninos vestidos de coroinhas, com castiçais e velas; então vinham os cantores; em seguida os diáconos com os incensos. Então vinham os padres e mais 7 diáconos. Atrás deles vinham o Patriarca, que abençoava o povo com as duas mãos; em seguida vinham os bispos em "rizas"(vestimentas). Tendo subido à plataforma, o Patriarca sentou-se em seu lugar e ordenou aos outros padres que se sentassem seguindo a ordem. Os bispos ficaram de pé e observavam. A lavagem dos pés começou conforme a tradição, e o Patriarca leu o Evangelho.

Antes do anoitecer, a benção do óleo foi feita em todos os mosteiros, e em todos lugares os bispos ungiram todos os romeiros com óleo bento. Naquela noite a Igreja do Santo Sepulcro não foi aberta e foi proibida a passagem da noite ali. Mas uma generosa mulher russa solicitou ao Patriarca e o cônsul para acompanhar a vigília em Golgotá, metade em russo. O Patriarca respeitou seu pedido e quando já era tarde da noite, eles abriram os sagrados portões e permitiram apenas que os russos entrassem na Igreja. Em Golgotá, cantaram todo "cânone" à Cruz em grego. Então, os gregos foram dormir, e nós russos fomos à caverna, onde a Imperatriz Helena encontrou a Cruz. Então lemos os 12 Evangelhos da Paixão e outras coisas próprias para esse dia e cantamos o Akafist à venerável Cruz.

Quando começaram a tocar os sinos para as Matinais, todos nós fomos para Golgotá, e as Matinais foram ministradas de acordo com o costume. Eles leram os Evangelhos - seis em grego e seis em russo. As antífonas e cânones foram cantados pelo côro: o côro do lado direito cantou em grego e do lado esquerdo em russo; e o ofício divino durou seis horas. As "Horas Reais" foram lidas e cantadas em russo (em Golgotá). Pela manhã as portas da Igreja não foram abertas e dentro havia silêncio. Na 12a hora do dia dois diáconos foram enviados a cada lugar sagrado para incensar. Primeiramente dois diáconos ortodoxos incensaram. Depois dois diáconos armênios, usando mitras, incensaram. Então, dois diáconos cóptos foram também, usando mitras. Os latinos não incensara - seus diáconos usavam vestimentas diferentes de todas outras religiões. Depois todos tiveram procissões. A uma hora da tarde, eles abriram os grandes portões sagrados da Igreja . O povo se arremessou para dentro da Igreja, e havia muito barulho lá dentro. Todos investiam para conseguir um lugar. Nós já estávamos ocupando nosso lugares. Em um minuto toda a Igreja estava repleta de gente.

Meia hora depois, de repente, perto do Túmulo de Cristo houve um barulho e os árabes começaram a gritar (clamar) em seu idioma estranho; cerca de 50 homens de mãos dadas, parados ombro a ombro, levantavam suas mãos por 3 vezes para o céu e todos começaram a gritar. Eles começaram a correr em volta do Sepulcro de Cristo e depois, em volta da Igreja inteira; eles correram e gritaram até o anoitecer. Então milhares de militares da Turquia vieram e ficaram de guarda perto dos portões sagrados e colocaram homens-vigias ao redor de toda Igreja. O Patriarca então veio com muita glória, e foi recebido majestosamente. As Vesperais foram solenes; porém eles não trouxeram os epitáfions de Golgotá na possibilidade de desordens. Após as vesperais, os árabes retomaram seus "trabalhos'' e novamente começaram a correr e gritar. Perguntei a aqueles que entendiam russo: o que eles estão dizendo?" Me disseram que eles estavam louvando a crença ortodoxa, mas estavam insultando as outras religiões como sendo falsas e destruidoras de almas. Eles vieram aos armênios e os insultaram, dizendo que eles por sí mesmo quiseram receber a graça divina, mas em lugar disto, cometeram profanação.

Deixem-me contar a esse respeito: nos grandes portões existem, à esquerda uma coluna de mármore com uma fenda de onde flui a graça divina, que é o Fogo Sagrado. Esta coluna é reverenciada pelos ortodoxos tanto quanto os não ortodoxos, e até mesmo os armênios. Eu gostaria, de escrever um pouco a respeito deste incidente, como os ortodoxos orientais são unânimes em falar disto e os turcos confirmam a si mesmos. Na parede há uma inserção laminada no mármore, e eles dizem que este enorme incidente está escrito ali; porém nós não conseguimos ler, pois, está escrito com letras sírias no idioma árabe, e eu apenas ouví esse respeito, mas não lí. Mas o incidente sucedeu mais ou menos assim: nos tempos em que os gregos estavam completamente oprimidos pelo domínio turco, alguns armênios ricos tomaram isso em suas mãos para forçar a manter os gregos fora da Sagrada Sepultura e fora da Igreja da Ressurreição. Eles juntaram uma enorme soma em dinheiro e subornaram todas autoridades de Jerusalém, assegurando aos incrédulos, de que o Fogo Sagrado apareceu não simplesmente em consideração aos gregos, mas a todos cristãos, e se nós armênios estamos alí, nós também o receberemos! "E os turcos que são vorazes por dinheiro, aceitaram o suborno e então fizeram conforme os armênios queriam. Ou seja, afirmaram que apenas aos armênios era permitido receber o Fogo Sagrado. Eles se regozijaram enormemente e escreveram à todos seus povos e a seus fiéis que muitos deles deveriam ir à peregrinação. E uma enorme multidão deles veio. O Santo Sábado se aproximou. Os armênios todos se reuniram na Igreja, e o exército turco expulsou os pobres gregos para fora. Oh, que mágoa e tristeza indescritível sentiram os gregos! Havia apenas um consôlo para eles - o Túmulo do Salvador, e eles foram mantidos fora dele, e os Portões Sagrados foram fechados para eles! Os armênios estavam dentro da Igreja e os ortodoxos estavam nas ruas. Os armênios estavam se alegrando e os gregos choravam. Os armênios celebravam e os gregos se lamentavam! Os ortodoxos estavam defronte aos Portões Sagrados, no séquito e em volta deles estava o exército turco observando para que não houvesse luta. O Patriarca com todos restantes estavam lá com velas, desejando que pelo menos pudessem receber o Fogo dos armênios através das janelas. Mas Deus quis dispor as coisas de uma maneira diferente, e manifestou Sua verdadeira Doutrina com o dedo impetuoso e confrontou Seus verdadeiros servos, os humildes gregos. A hora chegou, quando o Fogo Sagrado deveria brotar, mas nada aconteceu. Os armênios estavam assustados e começaram a chorar e pediam a Deus que lhes mandasse o Fogo; mas Deus não os ouviu, Já havia se passado meia hora ou mais, e ainda nada do Fogo Sagrado. O dia estava claro e lindo; o Patriarca se sentou do lado direito. De repente houve estrondo de trovão e do lado esquerdo o meio da coluna de mármore rachou-se e pela fenda fluiu uma chama de fogo. O Patriarca levantou-se e acendeu suas velas e todos cristãos ortodoxos acenderam suas velas com a do Patriarca. Então todos se rejubilaram, e os árabes ortodoxos do Jordão começaram a saltar e gritar "Tua habilidade, nosso único Deus, Jesus Cristo; é única nossa Verdadeira Fé, a dos cristãos ortodoxos!" E eles começaram a correr por quase toda Jerusalém e faziam muito barulho e aclamações por toda cidade. E desde esse dia eles ainda fazem isso em memória do incidente, e eles pulam e gritam correndo em volta do Santo Sepulcro, e rezam ao único Deus verdadeiro, Jesus Cristo, e abençoam a Fé Ortodoxa.

Observando essa maravilha, o exército turco, o qual estava ao redor em guarda, ficou assombrado e amedrontado. Dentre eles, um, chamado Omir, o qual estava em guarda no Mosteiro de São Abraão, imediatamente passou a crer em Cristo e gritava: "Uma verdade só, Deus, Jesus Cristo; só uma fé é verdadeira, a dos cristãos ortodoxos!" E então ele saltou para os cristãos de uma altura de mais de 35 pés; seus pés aterraram no mármore sólido como se fosse em um barro macio. E desde esse dia pode-se ver suas pegadas impressas como se afundadas na lama, embora os não ortodoxos tenham tentado apagá-las. Eu as ví com meus próprios olhos e as toquei com as mãos. E a coluna com a fenda ainda apresenta as marcas chamuscadas. Quanto a Omir o soldado, tendo pulado, ele pegou sua arma e a introduziu na pedra como se fosse na lama macia, e começou a glorificar Cristo incessantemente. Por causa disso, os turcos o degolaram e queimaram seu corpo; os gregos recolheram seus ossos, os colocaram numa caixa e os levaram ao Convento da Grande de Panagia, onde eles (os ossos) exalam uma fragrância até hoje. Os armênios não receberam nada na Sagrada Sepultura e foram deixados apenas com sua vergonha. Autoridades de Jerusalém e da Turquia estavam muito desgostosos com eles e queriam matá-los a todos, porém eles temiam o Sultão. Elas apenas os puniram pesadamente: disseram que fizeram um por um comer esterco, conforme saiam da Igreja.

Mas agora, voltemos aos ofícios divinos na Igreja da Ressurreição. Tendo insultado os armênios, os árabes injuriaram os latinos, dizendo que eles não acreditam na Graça e que não receberão o Fogo Sagrado do Túmulo do Senhor, mas eles providenciaram seu próprio fogo; E nós vimos o anticristianismo deles através daquilo que aconteceu na semana anterior. No 6o Domingo do Jejum nós nos preparamos para a comunhão. Na véspera do Sábado de Lázaro fomos passar a noite na Igreja na Sagrada Sepultura afim de receber os Sagrados Mistérios. Quisemos ler a regra da preparação para a Sagrada Comunhão. Porém os latinos iniciaram uma procissão: para eles era o Sábado Sagrado, e eles estavam indo para Golgotá com sua cruz. Queríamos esperar até que eles passassem, mas nosso povo ortodoxo, russos e gregos, também estavam em Golgotá para verem a procissão e os rituais. Havia muitos de nós: havia não mais do que 50 gregos, contando com o côro. Havia porém mais de 500 latinos, e junto com eles havia uns 50 soldados. Quando chegaram a Golgotá, os latinos primeiramente cantaram e leram em seu próprio lugar; então partiram para o nosso lugar, onde a Cruz de Cristo esteve. Nossos monges baixaram todas as lâmpadas e carregaram para fora os castiçais e isto clareou a área. Sobre a Mesa Sagrada sobrou apenas uma capa (cobertura). Os latinos colocaram sua cruz atrás de nossa Mesa Sagrada e disseram que deveríamos retirar a capa. Os gregos recusaram dizendo: "Não podemos fazer isto, pois a capa jamais é retirada e isto não é permitido; mas vocês podem estender seu próprio pano"; quando então os latinos tentaram tirar a capa à força, os gregos não permitiram. Foi então que veio o Arcebispo latino e escandalosamente arrebatou a capa de sobre a Mesa Sagrada. Lá havia 2 cônsules: um russo e outro grego. Imediatamente os gregos fizeram um tumulto e se precipitaram pelo corredor trazendo muitos pedaços de lenha da cozinha, e iniciou-se uma luta em Golgotá. Os gregos batiam com os pedaços de pau, e os latinos golpeavam de volta com velas, mas depois também trouxeram pedaços de madeira. Os turcos investiram para interromper a luta, porém suas armas foram jogadas fora. Então eles correram para salvar o Santo Sepulcro e a Igreja da Ressurreição, pois nesse meio tempo, visto que era Domingo de Ramos, tudo estava ornamentado com ouro e prata. Nós não sabíamos para onde correr e gelamos de medo. O cônsul russo estava salvando seu próprio povo e os conduzia para um lugar seguro. Cerca de 20 de nós, fomos à Igreja da Ressurreição e de tanto medo, não sabíamos para onde ir, ou no Altar ou até debaixo da Mesa Sagrada.

Barulho, clamor e gritos elevavam-se aos céus, principalmente em Golgotá. Todos cristãos soavam alarmes e também todos ortodoxos, armênios, latinos e coptos. Os soldados rodeavam o Santo Sepulcro, de mãos dadas, com suas armas prevenindo qualquer furto e também estavam nos portões da Igreja da Ressurreição. A batalha se espalhou por todos lados da Igreja. Eles retiraram o Patriarca latino de Golgotá; foi porque ele entregou-se ao povo ou então ele teria sido morto. O Metropolitano Meletius aconselhava-os a pararem com a luta ao que eles retrucaram: "Fique em seu lugar, Bispo e nós vamos morrer aqui por nossa fé, pois há muitos hereges entre nós. Impossibilitado de fazer qualquer coisa o bispo sentou-se com os turcos. A luta continuou por mais de uma hora, até que o exército turco e o próprio Paxá chegassem. Então eles os separaram um a um e os trancaram nas casas de hóspedes. Nós, os poucos russos, fomos para a Igreja da Mãe de Deus. Os soldados quiseram nos prender e trancar também, mas nós dissemos que éramos moscovitas e então eles nos deixaram sozinhos. Então, por uma hora eles tiveram um concílio: o Arcebispo, o Paxá e o cônsul discutiam o assunto. Nesse meio tempo eu consegui ler as regras para preparação para a Sagrada Comunhão. Após esse concílio cada membro foi para casa. Os latinos novamente iniciaram sua procissão, a qual terminou no Túmulo de Cristo. Então os soldados os dirigiram para fora e eles foram embora. Os portões da Igreja foram trancados e todos se retiraram. E de novo eles iniciaram a batida da "Semantra" para as Matinais.

Nós tivemos as Matinais na Igreja da Ressurreição e a Liturgia no Túmulo de Cristo, e me supunha digno de ser participante dos Mistérios Sagrados do Corpo e Sangue de Cristo. Porém o Monte Golgotá estava coberto de sangue; durante todas Matinais dois homens lavaram tudo com água. Três pessoas foram mortas. Eu nunca tinha visto tamanho terror desde o dia em que nasci.

Vamos voltar novamente aos ofícios da Semana Santa. Os não-ortodoxos deram dinheiro aos soldados para que eles batessem nos árabes os quais estavam ofendendo a fé de todos, levando-os embora. Por essa razão os árabes estavam todos ensangüentados e suados. Eles tiraram suas longas camisas dos ombros deles para andarem seminus. Se alguém batesse neles, eles não teriam pena e continuariam sua tarefa. Quando eles correram em volta do Túmulo de Cristo e a Igreja da Ressurreição eles repetiam dizendo só uma coisa, e nós achamos que eles diziam: Único é Deus, Jesus Cristo! A única fé é a Ortodoxa Cristã!" Então ortodoxos de todas regiões, armênios, coptos e sírios, conduziram os "epitáfios." Primeiramente eles foram a Golgotá, depois para o local onde esteve a Cruz, e após deram 3 voltas ao redor do Túmulo de Cristo e depois foram embora para suas regiões. Assim passamos a noite até a alvorada, em meio de incessante barulho. Dentro da Igreja parecia um bazar ou um mercado. Os peregrinos estavam todos espalhados por Jerusalém e todos cristãos de diferentes Países estavam recolhidos na Igreja do Sepulcro do nosse Salvador, Jesus Cristo. A Igreja estava lotada por todos os lados. Todos perguntavam, todos informavam em suas diferentes maneiras. Multidões por todos os lados e lutas em toda parte por causa do amontoado de gente. Ninguém conseguia entender o idioma de cada um, e os turcos incessantemente dispersavam o povo. Você poderia dizer que a Igreja, assim com o Céu, estava recolhendo dentro dela o mundo inteiro. Assim passamos a noite até o amanhecer.

Então eles começaram a "tocar a madeira" para as Matinais e os árabes pararam com o barulho. O Patriarca iniciou as Matinais e foram distribuídas velas a todos ortodoxos. Cantaram toda "Katisma" "Bem-aventurados os inocentes" (na Igreja da Ressurreição). Foram até Golgotá para ler o Evangelho. Tendo lido o Evangelho, ergueram o "Epitáfio" e o levaram de Golgotá com bandeiras e lanternas. Havia um grande número do clero, além dos diáconos, padres, monges, arcebispos, havia seis bispos e o Patriarca, além de muitos cantores. Quando trouxeram o "Epitáfio" de Golgotá deram 3 voltas onde a Cruz foi erguida. Então eles o colocaram no lugar onde Jesus Cristo foi envolto em linho e ungido com mirra para o sepultamento. Alí foi feito um Grande Sermão. O "Epitáfio" foi colocado no Túmulo. O clero estava ao redor da Sepultura. Apenas eles cantavam o "Cânone" (Kimati thalasses") e os versos. Todos seguravam velas. Foram cantados os "Louvores" e a "Grande Doxologia," e foi lido o Evangelho. E alí eles terminaram as Matinais e as Horas. Em seguida pegaram o "Epitáfio" e o levaram ao seu devido lugar e os turcos trancaram o Sepulcro.

Após os ofícios, os árabes recomeçaram sua tarefa de novo, mas agora eles haviam se multiplicado, pois o povo de Jerusalém, comerciantes e idosos, tiraram seus turbantes, se deram as mãos e começaram a gritar e saltar. Quando amanheceu, eles começaram a apagar as luzes e lâmpadas e não ficou nenhuma lâmpada acesa. Os turcos abriram o Sepulcro de Cristo e apagaram todas as lâmpadas. Então chegaram as autoridades turcas e o Paxá também e havia muitos soldados armados em volta do Santo Sepulcro. Na Igreja estava tudo mudado; todos estavam melancólicos e os árabes estavam roucos e fracos. A Igreja estava extraordinariamente lotada e abafada. Em cima, todos balcões estavam lotados de gente em 4 fileiras. Todas as partes da Igreja estavam apinhadas de gente. Todos tinham 33 velas em ambas as mãos, em memória à idade de Cristo.

O Patriarca dirigiu-se ao "iconostasis" principal juntamente com o cônsul, Meletius o Metropolitano da Trans-Jordânia, sentou-se no altar com o resto dos bispos, todos melancólicos e cabisbaixos. Na Igreja os muçulmanos, com suas armas de guerra, davam ordens; os árabes já tinham parado de correr de lá para cá, mas mantinham sua mãos erguidas para os céus e proferiam gritos de arrependimento. Os cristãos estavam chorando e suspirando continuamente. E quem conseguia segurar suas próprias lágrimas, vendo tamanha multidão de todos países do mundo, chorando e gemendo e pedindo misericórdia de Deus Pai? Foi jubiloso ver aquilo, ainda que com má vontade, que o resto dos cristãos mostravam algum respeito à Fé Grego-Ortodoxa e aos ortodoxos propriamente ditos, e que eles estavam olhando para os ortodoxos como se fossem o sol mais brilhante, pois todos estavam desejando receber a graça do Fogo Sagrado do Ortodoxos. O patriarca armênio foi ao altar com 2 bispos e o metropolitano copto e todos saudaram quando iriam receber a graça do Fogo Sagrado, o qual nós lhes prometemos. Metropolitano Meletius respondeu com humildade e disse-lhes para rezarem a Deus. Eles foram para seus lugares. Então os portões reais foram fechados e substituídos por outros com passagem especial.

É impossível descrever aquilo que então estava acontecendo na Igreja. Era como se todos estivessem aguardando a Segunda Vinda do Rei do Céu. Medo e temor caíram sobre todos, e os turcos perderam as esperanças. E no interior da Igreja não se ouvia nada exceto suspiros e gemidos. E a face do Metropolitano Meletius estava banhada de lágrimas. Então o Paxá turco chegou com outras autoridades, entraram no Santo Sepulcro para se assegurarem de que nada permaneceu aceso alí. Quando saíam fecharam o Sepulcro, mas previamente colocaram uma grande lamparina dentro, cheia de óleo até a borda. Dentro flutuava um enorme pavio. Colocaram a lamparina no centro do Túmulo de Cristo. Agora não havia cristãos perto do Santuário, a não ser as autoridades turcas. E sobre os balconetes eles prenderam muitos arames com feixes de velas presas.

Às 8 horas de acordo com o horário russo (2 da tarde), iniciava-se a preparação para a procissão com a Cruz. Os bispos, padres e diáconos, todos vestidos de acordo com suas vestes sagradas, cada um pegou 33 velas apagadas. Do Altar, através das portas reais, havia 12 bandeiras, e qualquer um podia pegá-las. Os soldados clareavam a passagem e os cantores estavam atrás das bandeiras. De dentro do altar, pelas portas reais vieram os diáconos, padres, monges e arcebispos, de dois em dois, então os bispos e atrás de todos, o Metropolitano Meletius. Eles foram até a Sepultura do Senhor, e dando 3 voltas ao Seu redor cantavam: "Anjos nos Céus, Oh Cristo nosso Salvador, louvamos Tua Ressurreição com hinos; julgue-nos que estamos na terra também, para Te glorificar com o coração puro."

"Quando terminou a procissão, todo o clero foi rapidamente para o altar, com as bandeiras. O Metropolitano Meletius ficou sozinho na entrada do Sepulcro, nas mãos dos turcos. Eles o despiram e as autoridades o examinavam. Então eles colocaram o "omofórion" nele, abriram o Sepulcro de Cristo e o fizeram entrar. Oh, que medo e terror tomou conta de todos que alí se encontravam! Todos estavam em silêncio, se lamentando e a Deus Pai que Ele não os privasse da graça do Seu Fogo Celestial. Passado algum tempo, não sei quanto, estávamos fora de nós um tanto quanto assustados. Mas, de repente, de perto da Sepultura de Cristo brilhou uma luz. Logo também surgiu uma luz do altar na abertura das portas reais. E a luz fluía como dois rios de fogo, um do lado oeste do Túmulo de Cristo e outro do lado leste do altar. E então, Oh! Que alegria e exultação havia na Igreja. Todos ficaram como se estivessem embriagados ou fora de sí, e não sabíamos quem dizia o que, ou quem corria para onde! E um barulho enorme surgiu por toda a Igreja. Todos corriam ao redor, todos gritavam de alegria e gratidão - a maioria mulheres árabes. Os turcos e muçulmanos caíram de joelhos e gritava: "Allah, Allah," que significa: "Oh Deus, Oh Deus!," oh, que cena estranha e maravilhosa! A Igreja inteira transformou-se em fogo. Nada podia ser visto além do Fogo Celestial. Acima e abaixo e ao redor dos balconetes o Fogo Sagrado fluía para fora. Em seguida havia fumaça por toda Igreja, e uma boa parte das pessoas saiu de lá, com o Fogo e o levaram ao redor de Jerusalém para suas casas e todos os mosteiros.

No Grande Templo começavam as Vesperais, e em seguida a Liturgia de São Basílio o Grande. O Metropolitano oficiou juntamente com os padres e ele ordenou um diácono. Durante a Liturgia as pessoas seguravam velas. Quando o Metropolitano da Trans-Jordânia foi ao Sepulcro, achou uma enorme lamparina sobre o Túmulo de Cristo, a qual acendeu-se sozinha; às vezes ela se acendia por sí mesma inexplicavelmente quando ele se encontrava alí. Contudo, ele mesmo nunca a viu se acender. Em Jerusalém, eu ouví de muitas pessoas com as quais o próprio Metropolitano falou claramente a esse respeito: "Às vezes eu vou até lá e já está aceso; então eu o pego rapidamente. Mas, as vezes eu entro e a lamparina não está queimando, e então me jogo no chão, de temor e começo a chorar e suplicar misericórdia de Deus. Quando me ergo, a lamparina já está queimando; eu acendo 2 feixes de velas e as levo para distribuir."

O Metropolitano leva o Fogo para o vestíbulo e coloca os feixes de velas em apoios de metal e as distribui para fora do Sepulcro, através de aberturas feitas para esse fim; com a mão direita ele dá para os ortodoxos e com a esquerda para os armênios e outros. Os árabes ortodoxos ficam em fila perto da abertura. Tão logo o Metropolitano mostra o Fogo Sagrado, um árabe de posse Dela corre direto para o altar e alí, através das portas reais é distribuído ao povo; mas um só dificilmente é capaz de acender suas velas pelas aberturas. Então o Metropolitano novamente retorna à Sepultura de Cristo e acende outros 2 feixes de velas e se retira. Os robustos árabes ficam parados na porta do Sepulcro e o aguardam. Tão logo ele sai carregando as 33 velas, os árabes o pegam em suas mãos e levam diretamente ao altar. Todo povo se precipita em direção a ele; todos querem tocar suas vestes. E então, com grande dificuldade eles o carregam para o altar. Eles o colocam sentado em uma cadeira e ele permanece sentado durante toda Liturgia de cabeça inclinada; ele não olha para cima e não diz uma palavra e ninguém o perturba. Tão logo eles o levam para fora do Sepulcro, o povo precipita-se mais para venerá-lo. E eu me julgava digno para fazer o mesmo. Todo Sepulcro de Cristo estava molhado pela chuva, mas eu não encontrava de onde vinha essa umidade. No centro do Túmulo estava uma grande lamparina que se acendeu sozinha e havia uma grande chama.

Após a Liturgia cada uma foi para seu lugar, e todos se congratulavam entre sí na recepção da graça do Fogo Sagrado.

Ao anoitecer todos nós fomos passar a noite na Igreja na Sepultura de Cristo e ao chegarmos lá tivemos uma belíssima e gloriosa visão: toda a Igreja, principalmente a Sepultura, estavam maravilhosamente decoradas com diversos ícones de prata e de ouro e com imagens, e acima múltiplas lamparinas douradas e prateadas, ardendo com brilho imenso. Havia muitas velas brancas, porém ainda não estavam acesas. A Igreja inteira estava repleta de lâmpadas; onde havia apenas uma, agora havia 10; eu quis contar quantas tinham mas não pude. Por todos os lados havia paz e tranqüilidade. As portas da Igreja permaneceram destrancadas por toda a noite. E aquela noite foi a mais feliz de todas; não importa aonde você for, você pode encontrar a felicidade em toda parte. E esta alegria não era apenas na Igreja do Santo Sepulcro, mas sim por toda Jerusalém. Durante toda a noite as pessoas andavam pelas ruas em grupos; por todos os lados eles acendiam fogos, e todos mosteiros estavam abertos. Os próprios turcos ficaram felizes e mansos, e foram em grupos para ver a Igreja do Santo Sepulcro.

Apenas os judeus se trancaram em suas casas, e não tomaram a atitude de ir contemplar a luz da verdade; eles ficaram mofando em sua maldade. Os latinos, de qualquer maneira, ainda que sendo inimigos da Igreja Oriental, celebraram conosco. Mesmo estando os soldados na Igreja em volta da Sepultura de Cristo, eles não impediram ninguém de se aproximar do Sepulcro. Assim passamos o anoitecer até às 22:00 horas. Então, meia hora antes da meia-noite eles começaram a nos chamar para as Matinais diferentes com vários ritmos, todos de maneira muito solene. O Patriarca veio com toda sua assembléia e lá havia o maior cerimonial para recebê-lo.

Então eles iniciaram as Matinais. Cantaram o Cânone "As ondas do mar", completo, verso por verso, as antífonas com os eirmos e os 14 tropárions. Cantaram por duas horas. Nesse meio tempo foram acesas as velas e o óleo das lamparinas em volta de toda Igreja; nas cúpulas mais de mil lâmpadas estavam acesas. Nós os monásticos estávamos todos no altar. Então o Patriarca e os Metropolitanos, arcebispos, bispos, arcemandrites, abades, padres e diáconos e todos clero da Igreja, tendo vestido as vestes sagradas, pegaram 12 bandeiras, as quais estavam ricamente adornadas; elas foram presenteadas por gregos anciãos e reis georgianos. Eram bordadas em ouro com pérolas, e eram trazidas somente na Páscoa. Atrás do Patriarca eles carregavam uma bandeira a qual necessitava de 3 homens para levá-la; ela era bordada apenas com ouro e representava a imagem da Ressurreição de Cristo e de manufatura russa, oferecida pelos comerciantes moscovitas. Então, eles deram a todos velas brancas e acenderam também velas e lamparinas de óleo.

O Sepulcro parecia uma lâmpada de fogo. Das enormes velas nas mãos de cada pessoa, toda Igreja tornou-se como se estivesse em chamas e as cúpulas da Igreja brilhavam como o sol. Aqueles que acompanhavam a procissão da Cruz levavam o Evangelho, ícones, cruzes e velas e saiam do Altar da Igreja da Ressurreição, pelos portões reais, diretamente para o Sepulcro de Cristo cantando: "Anjos nos Céus, Oh! Cristo nosso Salvador louvemos Tua Ressurreição com hinos; considere a nós que estamos na terra, dignos de Te glorificar com o coração puro." Quando eles foram em procissão rodeando o Sepulcro por 3 vezes, toda multidão de clérigos parou diante das portas do Sepulcro. Então o Patriarca leu o Evangelho de Mateus, da Ressurreição de Cristo, o qual é lido na noite do Sábado na Liturgia. Em seguida ele incensou o Túmulo de Cristo. Quando saiu, ele incensou ao redor de todo o Santuário e todos os irmãos. Após, juntamente com todos os bispos ele entrou no Sepulcro de Cristo, e alí, após ter incensado, ele exclamou: "Glória à Santíssima, Consubstancial e Indivisível Trindade, agora e sempre, e por todos os séculos." Os bispos exclamaram: "Amém." Então o Patriarca e todos os bispos, no interior do Sepulcro, cantaram: "Cristo ressuscitou dos mortos, e àqueles nos túmulos, Ele deu vida." E eles cantaram isto por 3 vezes. Eles não cantaram em russo, mas apenas em grego, que seria: "Christos anesti ek nekron, thanato, thanato, patisas, kai tis en tis mnemasi zoen charisamenos." E então o côro cantou e todos que estavam em volta do Sepulcro de Cristo cantaram por muitas vezes.

Oh, que alegria havia então, e quem não chorava de alegria contemplando o Túmulo de seu Salvador Jesus Cristo, antes que seus olhos ficassem vazios, pois Ele se ergueu da morte! Quem poderia não agradecer ao seu Criador Que os considerou dignos de celebrarmos a Santa Páscoa, Sua gloriosa Ressurreição dos mortos, na Santa Cidade de Jerusalém, perto do Seu próprio Túmulo e naquele lugar onde o mistério de nossa salvação foi realizado? Que caneta ou lápis poderia descrever nossa felicidade? Ou quem poderia explicar isto em palavras? Qual idioma poderia falar sobre isto? Só pode entender aquele que sentiu essa alegria na pureza de seu coração. Como é possível não se regozijar ou ser feliz? Nós fomos reunidos dos quatro cantos do mundo, cristãos de diferentes idiomas, todos reunidos em uma Igreja. Estávamos todos em volta do Túmulo do nosso Salvador e glorificávamos Sua gloriosa Ressurreição dos mortos. Em verdade, todas as coisas estavam agora cheias de luz; então o cânone de Páscoa surgiu para nós real e claro. Aquilo que nós estávamos cantando, viamos com nossos próprios olhos. E com que sentimento exclamamos a Sion: "Ergam sua vista sobre Ele, Oh Sion e vejam e contemplem do oeste, do norte, e do oceano e do sul como se vissem a luz iluminada por Deus, tenham suas crianças chegando até Ele, louvando a Cristo para sempre (8o Ode, 2o trop.). Verdadeiramente para nós, sagrada e digna de todos os triunfos solenes, e esta noite esfusiante, redentora e radiante, o prenúncio do luminoso e brilhante Dia da Ressurreição em cuja Luz eterna brilhou diante da carne, do túmulo, para todos.

Era a Litania. Quando eles começaram a cantar o cânone, foram para a Igreja; e no Túmulo de Cristo um padre e um diácono iniciaram a Liturgia. Na Igreja cantaram o cânone inteiro. Após as Matinais, sem interrupção, eles iniciaram a Liturgia também. O Patriarca oficiou junto com o clero na mais majestosa e solene maneira. Leram a Epístola em 3 línguas: grego, eslavo e árabe. O Evangelho foi lido em muitas línguas variadas: em eslavo foram lidos três e o resto foi lido em grego-helenico, grego, latim, turco, georgiano, sírio, árabe, egípcio e abissinio, e eles leram até que o sino bateu. Todos durante a Liturgia seguravam velas. E nós durante as Matinais e a Liturgia ficamos no altar..

Quando terminou a Liturgia já estava começando a amanhecer. Os ortodoxos foram ao Patriarcado e alí no portão eles deram a cada pessoa, dois ovos vermelhos, e então todos foram às suas casas.

A propósito, foi levado ao conhecimento de todos os peregrinos ortodoxos que na primeira hora da tarde eles iriam à Igreja Patriarcal para as Vesperais. E assim, fomos para lá. A Igreja estava ornamentada e decorada com muitas lâmpadas e velas. Foram distribuídas, a cada um grandes velas brancas e ficamos com elas durante toda Vesperal. Estava muito solene. Para a entrada chegaram mais de cem padres e uma multidão de diáconos. Na frente havia 7 diáconos com velas. Atrás deles, carregavam 12 faroletes. Leram o Evangelho igual que foi lido na Liturgia, em muitos idiomas, com o toque dos sinos. Após as Vesperais havia comida para os peregrinos. E então foi aberta a Igreja do Santo Sepulcro e os peregrinos foram venerar o Túmulo - uma visão melancólica: todos choravam, suspiravam, abraçavam o Túmulo do Salvador Jesus Cristo, molhavam-no com lágrimas quentes, pois a hora da partida chegou. Em toda Igreja havia choro e suspiros, principalmente as mulheres emitiam fortes ruídos e lamentos. E em todos lugares sagrados as pessoas não queriam sair. Assim foi triste e doloroso partir de Jerusalém e se afastar do Túmulo de Cristo.

O monge Patemius (Ageev) nasceu em 1807 em Jacy, Moldavia e seu nome de batismo era Pedro. Foi uma criança inclinada a ler, especialmente livros espirituais que os pais tinham em casa. Sua alma era tão influenciada com isto que aos 13 anos ele fugiu para um mosteiro próximo, e só retornou após 3 meses quando seus pais foram buscá-lo.

Quando já era um homem jovem ele deixou Maldavia à procura de um mosteiro de Ritual-Antigo, onde ele poderia se doar para Cristo na vida espiritual. Desiludido pelas divisões entre os vários grupos do Ritual-Antigo, ele visitou o mosteiro ortodoxo-russo de Sarov, onde conheceu o futuro São Serafim. Depois de voltar para Moldavia e tendo passado algum tempo em 2 mosteiros do Ritual-Antigo, ele foi recebido na Igreja Russa Ortodoxa, Atos e ingressou no Mosteiro de São Pantelemon. Após Ter sido preso por engano e Ter passado 14 meses na Sibéria (durante a perseguição aos crentes do Ritual-Antigo; pois nesse meio tempo o abade do mosteiro São Pantelemon estava ausente; Fr. Parthenius foi injustiçado por um padre do Ritual-Antigo em disfarce, e então retornou ao Monte Atos. Ele foi aconselhado por seu monitor, o abençoado Asenius, a voltar para a Russia como missionário dos Antigos-Ritualistas.

Ele passou 7 anos com o Santo Bispo Athanasius em Tomsk, na Sibéria, tendo sido nomeado abade (superior) de Berlucov, e então foi comissionado por todo Santo Sinodo a fundar o Mosteiro de Gulitsy. Ele adormeceu no Senhor em 1878 na Santíssima Trindade - São Sérgio Lavra, onde estava retirado e foi enterrado alí mesmo.

Das numerosas escritas do Padre Parthenius, a mais lida é o seu volume no 5:"Relato das divagações e jornadas através da Russia, Moldavia, Turquia e a Terra Santa, onde estão descritas diversas experiências e acontecimentos com muitas personalidades notáveis. Quatro volumes foram publicados em Moscou em 1855; o 5o foi publicado postumamente pelo Arquimandrito Nicon, após o aparecimento em série da revista: "Leitura de Utilidade para a Alma" entre 1899-1901. Frei Parthenius viajou da morte de seu querido ancestral. O relato a respeito dos ofícios da Semana Santa e Pascoal em Jerusalém e a respeito do milagre do Fogo Sagrado em 1846, foi tomado do 2o volume destas "Andanças."

publicado por igrejacatolicaortodoxa às 15:30
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