Quarta-feira, 5 de Março de 2008

PORQUE SOMOS CATOLICOS ORTODOXOS

A IACO
IGREJA APOSTOLICA CATOLICA ORTODOXA foi fundada para a propagação do Cristianismo em toda a Península Ibérica, e com possíveis ramificações em outros países e continentes, que se separa de todas as Igrejas Institucionais existentes que, pelos muitos erros, que algumas têm cometido ao longo dos anos, quase desde o momento em que nasceram, trocando em muitos momentos a beleza dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sua simplicidade, humildade, pobreza e amor ao próximo, por uma instituição altamente ditatorial e intolerante, onde impera a pompa e o absolutismo, com o prejuízo do verdadeiro Cristianismo, que se encontra nos humildes, nos operários, nas prostitutas e prostitutos, nos doentes, nos marginalizados, discriminados e mal amados por esta sociedade injusta e imoral, verdadeiros e legítimos representantes de Jesus Cristo, o Profeta de Nazaré, Filho Unigénito de Deus.

 
 A IACO  tem por estrutura os ensinamentos bíblicos do Antigo e Novo Testamento.

 

 A IACO nasce como as Igrejas dos primeiros séculos do Cristianismo, que eram nada mais do que Igrejas Nacionais, que viviam e se desenvolviam com autonomia completa, sem vassalagem ao Bispo de Roma ou ao Patriarca de Constantinopla, ou a qualquer outro Patriarca, Metropolita, Arcebispo ou Primaz. Como escreveu Tertuliano: "As nossas numerosas Igrejas reputam-se todas à mesma Igreja, a primeira de todas fundada pelos Santos Apóstolos de Jesus Cristo e Mãe de todas as demais. São todas apostólicas e, juntas, não vêem a ser mais do que uma só, pela comunicação da paz, pelo mútuo tratamento de irmãos, pelos vínculos de hospitalidade que unem a todos os fiéis".

 

A IACO  e os seus membros de pleno direito, firmam-se e crescem na sua fé em Jesus Cristo, sem medo de "falsas excomunhões" e de "condenações sem fim", por parte de alguns dos seus irmãos na mesma fé em Cristo Jesus, que ainda se deliciam em usar em pleno séc. XX, a arma unicamente política da Idade Média, esquecendo-se totalmente da "Carta Magna Evangélica" do Sermão da Montanha.

Nascemos pela nossa fé em Cristo e na certeza de que somos filhos de Deus e que como tal desejamos viver, crescer e morrer, sem medo que nos vomitem o seu ódio, por não continuarmos submetidos á sua vontade e à sua ditadura anti-cristã, déspota e discriminatória.

 

A IACO  nasce com a certeza de que toda a espécie de fraqueza, miséria, humildemente reconhecida e confessada, atrairá sobre a Santa Igreja a compaixão e a misericórdia de Deus, ao passo que o orgulho excitará à indignação e condenação de Deus.

 

Acreditamos firmemente que não é possível que o mundo leve a sério as organizações de falsários e mistificadores que, século após século, vêm mentindo e enganando os cristãos e a humanidade. O sangue dos nossos irmãos, não permite que os cristãos e a humanidade sejam sufocados constantemente, acorrentados e aprisionados por homens que representam no momento os sacerdotes da Antiga Lei, os mesmos da crucifixão de Jesus Cristo. Aqueles que foram redimidos por Cristo Jesus e nos redimiram com o seu sangue nos campos de combate, vítimas daqueles que se diziam representantes de Jesus Cristo na terra, não permitem que sejamos covardes numa hora destas, que devemos restaurar a nossa Fé Católica Ortodoxa.

 

Acreditamos que as instituições humanas e "divinas" que nos condenam, acusam e excomungam, assim procedem porque os seus representantes, os hierarcas e chefes máximos, papas e primazes, têm vindo a colocar através dos séculos os seus interesses pessoais, políticos e sobretudo económicos, acima dos interesses da comunidade cristã e dos cidadãos em geral, colocando-se como déspotas e autocratas, seguindo uma postura e comportamento, em tudo contrário aos ensinamentos de Jesus, de quem se intitulam únicos representantes e vigários. A Igreja de Cristo não é dirigida por homens que se esquecem do carácter sobrenatural da sua missão na terra, e muito menos por aqueles que afirmam nas Eucaristias que os dons de Deus são distribuídos consoante o dinheiro que é oferecido á Igreja. Os dons de Deus não se vendem.

 

Acreditamos que a Igreja de Jesus Cristo na terra, não pode ser uma Igreja do poder e do domínio, da burocracia e da discriminação, da marginalização, da repressão e da inquisição.

 

Acreditamos que a aliança de Deus com os homens, os pobres e os humildes, está em contradição com a arrogância, de qualquer espécie de poder que condena e elimina o inocente porque é incómodo.

 

Acreditamos e temos consciência de que, os originais, os espontâneos, os não conformistas, os inflexíveis perante as humilhações, os lineares e indomáveis capazes de desmascarar compromissos sibilinos e condicionamentos opressores, oportunismos indignos e servilismos despropositados, ficam por vezes isolados, são progressivamente marginalizados, e depois descredibilizados, expulsos e escarnecidos, suspeitos e obrigados a sofrer inúmeras frustrações com origem em atordoadas e insinuações gravosas cozinhadas nas suas costas.

 

Acreditamos que a unidade do Espírito Santo exige não a uniformidade, mas a diversidade, permanecendo cada um com a sua própria personalidade em benefício de todos. Na dinâmica desta troca se constrói e cresce a Santa Igreja de Jesus Cristo para proveito comum.

 

Acreditamos que a moral não é uma coisa estática; é um processo no qual valores passados são testados de novo, postos à prova em contextos de vida diferentes. Por vezes, estes valores éticos são repensados à luz da experiência de vida contemporânea, revelam-se como não plenamente adequados e por conseguinte, carecem de ser re-adaptados à autenticidade da mensagem de Cristo que, não sendo nunca estática, é sempre e sempre, original.

 

Acreditamos plenamente no que afirma São Bernardo, quando escreve: "o zelo de muitos e muitos eclesiásticos serve apenas para garantir o seu lugar. Tudo é feito em razão da carreira, nada ou bem pouco em função da santidade. Se quisesse tentar evitar redundâncias e ser mais directo dizia: «Por favor, isto não é conveniente, não está conforme aos tempos, não é adequado à vossa grandeza; tende em conta a dignidade da vossa própria pessoa»."

 
publicado por igrejacatolicaortodoxa às 13:17
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